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Meu filho rói as unhas? E agora?

14 Dec 2012 --- Child psychology --- Image by © B. Boissonnet/BSIP/Corbis

Seu filho está roendo as unhas? Talvez a sua primeira atitude ao vê-lo com a mão na boca seja brigar e mandar ele parar de roer as unhas. Mas saiba que o hábito de roer as unhas pode ser apenas o reflexo de um problema maior. A ansiedade não tem idade e pode atrapalhar a vida de adultos e crianças, não importa a idade.

Especialistas afirmam que a maior quantidade de crianças que roem as unhas está com idade entre 6 e 10 anos de idade. Eles também afirmam que os números estão crescendo, se comparados com anos anteriores, o que aponta que as crianças estão cada vez mais ansiosas. Seria um reflexo da correria do dia a dia, ou ainda, um reflexo do que elas veem em casa?

Por isso, usar esmaltes de gosto ruim ou só brigar para que a criança tire a mão da boca não funciona. É preciso buscar a causa do problema, ir mais a fundo. Conversar com professores e recorrer a ajuda psicológica podem ajudar nesses casos.

Além de não fazer bem para a saúde mental o hábito de roer unhas também prejudica as mãos, já que os danos podem ser permanentes. Isso porque, se o ferimento atingir a matriz, que é justamente o lugar em que as unhas se formam, e danificá-la, a unha pode começar a nascer torta para sempre.

Outro ponto é que a boca é um ambiente cheio de bactérias. E conforme a criança rói a unha, causa feridas, que são porta de entrada para bactérias, vírus e fungos. Se o ferimento estiver vermelho, quente, doloroso ou sair algum tipo de secreção, lave com sabonete antisséptico, passe água oxigenada e procure imediatamente um médico.

Crianças que roem unhas tendem a se tornar adultos que roem unhas. E, socialmente, o hábito não é nada bem visto. Por isso, quanto mais cedo seu filho superar este hábito, melhor! Veja o que você pode fazer para ajudá-lo:

– mantenha as unhas da criança sempre curtas e bem lixadas. Não se esqueça de aparar constantemente as peles que ficam levantadas com um alicate;

– nunca use pimenta, nem nada que arda nas mãos da criança. O objetivo não é punir, apenas alertar que aquele gesto não deve ser repetido.

– outra tática que pode funcionar é colocar um micropore na ponta dos dedos;

– crie na criança o gosto por cuidar das unhas, levando-a, por exemplo, à manicure (mas com seu próprio kit de alicates). A partir dos 5 anos, você já pode aparar o excesso de cutícula, mas sem tirá-la por inteiro, cortando só as pontinhas que ficam levantadas e que o seu filho tiraria com os dentes.

 

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