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Seu filho tem medo do escuro? Saiba como ajudar

Chegou a hora de dormir e seu filho não quer, de jeito nenhum, dormir sozinho ou então pede pra deixar a luz ligada? Você pode ajudá-lo.

Segundo Deborah Moss, neuropsicóloga, mestre em Psicologia pela Universidade De São Paulo (USP) e Consultora De Sono Infantil (SP), uma dica é entrar na “brincadeira”. Por isso, nada de diminuir o sentimento da criança com “não tem nada aí embaixo da cama” ou “vira para o lado e fecha o olho”. Liberte a criança que existe em você e use a imaginação. Brinque como se você também estivesse vendo o monstro e espante-o junto com o seu filho. E explique que a criatura também sente medo do escuro e por isso se esconde debaixo da cama, por exemplo.

Letícia Bacelar, mãe de Maria Alice de 3 anos, diz que em sua casa, uma rotina de sono bem definida, sem eletrônicos à noite e com música suave ajudou a filha a se acostumar a dormir no escuro desde pequena. Veja o que funciona melhor para a sua dinâmica familiar.

Já Sara Maleiner, mãe de Amanda, 6 anos, e Leonardo, 4, diz que “além da luz suave no quarto, meus filhos se habituaram a dormir com um Snoopy de pelúcia desde pequenos. Eles se sentem protegidos com o bichinho e até sonham que ele os ajuda a combater os monstros dos pesadelos”.    

E você: que estratégia utiliza para diminuir ou acabar com o medo do escuro de seu filho?

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Fonte: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/noticia/2019/12/como-ajudar-crianca-superar-o-medo-do-escuro.html

Saiba os benefícios da disciplina positiva

Disciplina positiva ajuda a desenvolver a autonomia das crianças: saiba como aplicar em casa, segundo a psicopedagoga e diretora da Clínica de Terapia Cognitiva Ami, Flávia Maoski.

1) Construindo vínculos

A construção e a manutenção dos vínculos com os filhos é essencial para educar crianças mais felizes e contribuir assim para um mundo melhor, com cidadãos menos frustrados. “A disciplina positiva ajuda a encontrar novas respostas às provocações das crianças. É fundamental ouvi-las, incentivá-las e se colocar no lugar delas”, conta. “Para aplicar a técnica no dia a dia é preciso migrar de uma cultura autoritária, movida por castigos e sermões, para outra que respeita o senso de comunidade, onde todos são ouvidos e respeitados”, completa a psicopedagoga.

2) Mostrar que errar faz parte

Outra maneira de fazer uso da disciplina positiva é evitar as tão populares ofertas de recompensas que muitos pais e educadores utilizam para promover a mudança de comportamento das crianças. Mostrar que adultos são humanos e também erram é outro ponto importante que ajuda a encorajar o respeito mútuo, além de ensinar através do exemplo, entendendo e apoiando. “Aceitação e importância são os objetivos primários de todos, logo mostrar que a criança é importante e aceita em sua família/escola é indispensável para o sucesso da disciplina positiva”, orienta.

3) Praticar a linguagem positiva

“A comunicação não violenta deve ser praticada diariamente. Ofereça ajuda, ao invés de impor, e também peça ajuda quando necessário. Frases que estimulam a autoestima e incentivam a independência são capazes de fortalecer os laços da família”, conclui.

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Fonte: https://paisefilhos.uol.com.br/familia/disciplina-positiva-ajuda-a-desenvolver-a-autonomia-das-criancas-saiba-como-aplicar-em-casa/

Você elogia muito seu filho? Pois saiba que isso pode não ser tão bom

Estudos apontam que elogiar os filhos com demasia pode ser mais nocivo do que benéfico para o desenvolvimento deles. Entenda.

 

Vamos a um exemplo: a Gabriela, uma menina esperta e que cresceu ouvindo isso. Desde cedo, já andou, leu e escreveu sem dificuldades. Nos esportes, vai muito bem. É popular na escola e as provas confirmam sua capacidade.

 

Seus pais, parentes e professores sempre repetem orgulhos: “essa menina é inteligente demais. Tudo é fácil para ela”. Mas, ao contrário do que poderíamos imaginar, essa consciência da própria inteligência não ajuda a Gabriela nas lições de casa.

 

“Ah… Eu não sou boa em raiz quadrada. Vou pular para o próximo exercício”.

 

Rapidamente Gabriela está aprendendo a dividir o mundo entre as coisas em que é competente e as que não é. A estratégia é a base do comportamento humano: buscar prazer e evitar a dor. No caso, evitar e desmerecer as tarefas em que não é um sucesso e colocar toda a energia naquelas que já domina com facilidade.

 

Mas, como infelizmente a lição de casa precisa ser feita por inteiro, inclusive a soletração, de repente a auto-estima de Gabriela declina. Acreditar cegamente na sua inteligência à prova de balas, provocou um efeito colateral inesperado: uma desconfiança de suas reais habilidades.

 

Inconscientemente ela se assusta com a possibilidade de ser uma “fraude” e, para se proteger dessa conclusão precipitada, seu cérebro cria uma “saída de emergência”: coloca um rótulo dourado na testa, subestima a importância do esforço e superestima a necessidade de ajuda dos pais.

 

A imagem da “Gabriela que faz tudo com facilidade” , a da “Gabriela inteligente” (misturada com carinho), precisa ser protegida de qualquer maneira. Mas Gabriela não está sozinha. São muitos os prodígios, vítimas de suas próprias habilidades de infância e dos bem intencionados e sinceros elogios dos adultos.

 

Nos últimos anos foram publicados diversos estudos sobre os efeitos de elogios em crianças.

 

Um teste, realizado nos Estados Unidos com mais de 400 crianças da quinta série (Carol S. Dweck / Ph.D. Social and Developmental Psychology / Mindset: The New Psychology of Success), desafiava meninos e meninas a fazer um quebra-cabeças, relativamente fácil.

 

Quando acabavam, alguns eram elogiados pela sua inteligência (“você foi bem esperto, hein?!”) e outros pelo seu esforço (“puxa, você se empenhou pra valer, hein?!”).

 

Em uma segunda rodada, mais difícil, os alunos podiam escolher entre um novo desafio semelhante ou diferente. A maioria dos que foram elogiados como “inteligentes” escolheu o desafio semelhante.

A maioria dos que foram elogiados como “esforçados” escolheu o desafio diferente. Influenciados por apenas uma frase.

 

Se você tem um filho, evite dizer que ele é inteligente. Diga que ele é esforçado, aventureiro, descobridor, fuçador, persistente. Celebre o sucesso, mas não esqueça de comemorar também o fracasso seguido de nova tentativa.

 

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Fonte:
https://www.updateordie.com/2016/07/19/o-que-acontece-quando-voce-fica-elogiando-a-inteligencia-de-uma-crianca/

 

Como lidar com a perda de um animal de estimação?

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Por mais que as crianças tenham dificuldade em compreender exatamente a morte, elas sabem bem como amar e se apegar aos animais de estimação. Portanto, pode ser extremamente delicado para pais e familiares lidarem com a morte de um animal de estimação.

Até os 9 anos de idade, em média, muitas crianças veem o animal como um irmão pois brincam, vivem e brigam com ele em casa. Para agravar a situação, um estudo americano apontou que antes dos 5 anos a maioria das crianças enxerga a morte como algo temporário. A seguir, algumas sugestões que podem guiar pais na ocasião infeliz de seu filho pequeno perder o animalzinho:

O que dizer? Escolha termos que as crianças entendem e seja específico na conversa, evitando ideias muito abstratas para explicar a morte do bichinho. Deixe claro que ele não irá mais brincar ou se mover e que eles não se verão mais. Esteja preparado para explicar muitas vezes isso à criança, é complexo para ela. Se achar necessário, peça a outros membros da família para conversarem com ela sobre o assunto e mantenham o posicionamento claro e honesto.

O que fazer? Pode ser uma boa ideia fazer uma pequena cerimônia de enterro ou memorial para que a criança entenda claramente o fim do ciclo da relação. Isto pode também ajuda-los a entender que é uma situação permanente.

E agora? A solução mais natural para a maioria dos pais é sair correndo para conseguir um novo bichinho de estimação. As crianças costumam lidar bem com uma novidade, porém é importante dar tempo ao tempo. Deixe que a família se acostume com a morte do primeiro bichinho para então escolherem juntos o próximo. Uma boa estratégia é envolver a criança no processo de escolha.

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Amigos imaginários existem?

Motivo de preocupação ou diversão? Muitos pais se perguntam qual deve ser a atitude certa ao perceber que seus filhos brincam e falam sozinhos. Mas, segundo especialistas, o importante mesmo é respeitar as fantasias da criança, já que este tipo de comportamento é normal dos 3 aos 7 anos de idade, assim como é normal que acreditem em Papai Noel ou brincam de ser mães de suas bonecas.

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A capacidade de imaginação e criatividade é um bom sinal mas vale lembrar aos pais que alguns itens devem ser observados:

relacionamento: a fantasia da criança demonstra o seu mundo interior, portanto fique de olho no tipo de relação que ela está desenvolvendo com o amigo imaginário. Transferir a culpa ou os méritos para o “amigo” pode ser sinal de alerta.

solidão: é mais comum que filhos únicos tenham amigos imaginários, mas não é exclusividade, tudo depende da imaginação da criança. De qualquer maneira, é sempre bom que quem tem apenas uma criança em casa incentive o contato frequente com outras crianças.

acompanhamento psicológico: crianças que criam amigos imaginários não precisam necessariamente ter um acompanhamento psicológico, apenas quando os pais e familiares entendem que ela está usando essa fantasia como válvula de escape para dificuldades de relacionamento ou comunicação.

respeito: como agir com o amigo imaginário do filho é uma das dúvidas mais comuns e curiosas. Especialistas aconselham que os pais entrem na brincadeira, já que negar a existência do amigo pode magoar a criança.

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A vida e o mundo sob o ponto de vista dos pequenos

Foi assunto nas redes sociais na última semana um “Dicionário de Crianças”, onde elas explicam o que são algumas expressões – inclusive polêmicas – sob o ponto de vista delas. O dicionário foi realizado pelo professor colombiano Javier Naranjo, que passou dez anos coletando definições de seus alunos.

dicionario

Os significados dados pelos pequenos – que são, ao mesmo tempo, puros, lógicos e reais – está publicado no livro “Casa das estrelas: o universo das crianças”, que traz cerca de 500 definições para 133 palavras. A publicação que foi lançada em 1999 foi reeditada esse ano, com um enorme sucesso na Feira do Livro de Bogotá, que aconteceu no mês passado.

O site Catacra Livre conta que a ideia surgiu quando, em comemoração ao Dia das Crianças, o autor pediu para que seus alunos definissem a palavra “criança”. O resultado encantou o professor de tal forma que ele passou a buscar e anotar outras definições. As crianças “têm uma lógica diferente”, diz ele. “Outra maneira de entender o mundo, outra maneira de habitar a realidade e de nos revelar muitas coisas que esquecemos”.

As vendas do livro ajudaram a financiar uma biblioteca atualmente dirigida pelo professor, que afirma continuar trabalhando com a imaginação dos pequenos. Ele diz que “nós adultos somos condescendentes quando falamos com as crianças e deve ser o contrário. Mais que nos abaixarmos temos que ficar na altura deles. Estar à altura deles é nos inclinarmos para olhar as crianças nos olhos e falar com elas cara a cara. Escutar suas dúvidas, seus medos e seus desejos”.

Confira alguns verbetes publicados pelo Catraca Livre:

Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos)

Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo (Maryluz Arbeláez, 9 anos)

Água: Transparência que se pode tomar (Tatiana Ramírez, 7 anos)

Branco: O branco é uma cor que não pinta (Jonathan Ramírez, 11 anos)

Camponês: um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos (Luis Alberto Ortiz, 8 anos)

Céu: De onde sai o dia (Duván Arnulfo Arango, 8 anos)

Colômbia: É uma partida de futebol (Diego Giraldo, 8 anos)

Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ele, se faz inimigos (Ana María Noreña, 12 anos)

Deus: É o amor com cabelo grande e poderes (Ana Milena Hurtado, 5 anos)

Escuridão: É como o frescor da noite (Ana Cristina Henao, 8 anos)

Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz (Juan Carlos Mejía, 11 anos)

Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)

Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)

Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)

Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)

Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)

Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra (Luisa Pates, 8 anos)

Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes (Iván Darío López, 10 anos)

Tempo: Coisa que passa para lembrar (Jorge Armando, 8 anos)

Universo: Casa das estrelas (Carlos Gómez, 12 anos)

Violência: Parte ruim da paz (Sara Martínez, 7 anos)

 

Fontes: Catraca Livre e BBC