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Crianças francesas não fazem manha. Será?

Quando a jornalista americana Pamela Druckerman se mudou para Paris descobriu que estava grávida e iniciou uma descoberta sobre si mesmo e sobre a sociedade que a cercava. O modelo de educação francesa era muito diferente daquele que Pamela estava acostumada. Criando suas filhas como foi criada, percebeu que só ela estava surtando com a maternidade, consultando milhões de sites, fazendo uma dieta especial e se entupindo de vitaminas. Com as crianças maiores, reparou que apenas elas se recusavam a comer, faziam grandes escândalos no meio da rua. Além disso, Pamela era a única mãe a ficar do lado do escorregador com medo de os filhos se machucarem. Foi pesquisando como as mães francesas criavam pequenas miniaturas independentes que a jornalista escreveu o primeiro livro, “Crianças francesas não fazem manha”. Em abril deste ano, a sequência, “Crianças francesas dia a dia”, foi publicada no Brasil, dessa vez com dicas pontuais de como criar filhos à francesa.

“Os pais franceses acreditam de verdade que os bebês são racionais, que você deve combinar um pouco de rigidez com muita liberdade e que se deve ouvir as crianças com atenção, mas não fazer tudo o que elas dizem”, afirma Pamela no primeiro livro. A jornalista conta que o principal segredo é que as francesas não mudam completamente suas vidas ao se descobrirem grávidas. É a criança que deve se adaptar à rotina dos adultos — tanto é que elas viajam sozinhas com a escola, passam pelo menos um mês na casa dos avós durante as férias e, depois de um 1 de idade, já passam a comer o mesmo que os pais.

Confira algumas dicas extraídas dos livros da jornalista americana e aplique na criação dos seus filhos:
– As francesas acreditam que as crianças devem ser independentes, e o mais cedo possível
– No parquinho, as mães ficam conversando a distância, enquanto os filhos brincam e aprendem a cair e a se levantar
– As crianças aprendem a preencher o próprio tempo sozinhas e são estimuladas a inventar brincadeiras
– As crianças comem a mesma comida que os adultos após o primeiro ano de vida
– As refeições devem ser momentos de prazer e não de batalhas
– A educação francesa entende que as crianças são indivíduos à parte, que podem escolher seus próprios caminhos com algumas indicações dos pais

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