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Namoro entre crianças deve ser tratado como uma brincadeira, uma fantasia

namoro de crianças

“Pai, aquele ali é o meu namoradinho!” “Mãe, eu tenho uma namoradinha!” Quem não fica com o pé atrás esperando a hora que as crianças vão começar a manifestar esse tipo de “relacionamento” com alguém da escola? Todo mundo, claro! Mas por que usamos aspas no “relacionamento”? Porque, segundo a psicóloga Tereza Vecina, essa história é mais uma fantasia, assim como brincar de casinha ou de boneca. Ou melhor, é assim que a psicóloga orienta os pais a encararem as falas. Afinal, manter relacionamentos é coisa de adulto!

namoro de crianças

As crianças têm mais (ou menos) afinidade com alguns colegas de escola e, quando acontece de gostarem mais de uma pessoa, elas manifestam esse sentimento dizendo que namoram o amiguinho ou a amiguinha, mesmo que não haja qualquer conotação além da de ser o amigo mais legal. Muitas vezes, segundo Tereza Vecina, elas escolhem alguém que se destaca na turma – mais popular – mas, na maioria das vezes, o “namoro” é  unilateral, ou seja, só a sua criança sabe.

Deixa quieto

Ok, você sabe que é brincadeira, que é fantasia… Mas e você estimula essa brincadeira? A psicóloga recomenda que não estimular esse tipo de comentário. “A família não deve ignorar nem proibir, pois a fantasia é saudável para o desenvolvimento da criança. Mas os exageros podem levar a uma erotização precoce”, afirma. Apenas deixe a criança falar, sem maiores estímulos.

Cada coisa na sua hora

Sempre lembre que crianças não são adultos em miniatura. Os pais têm de deixar claro que só adultos namoram de verdade. Tudo tem sua hora. E as crianças precisam entender isso”, resume a psicóloga. Ou seja, pode ser fofo ver as duas crianças trocando juras de amor, mas não é, pois estimula um comportamento precoce.

 

Fonte: Revista Crescer

 

“Criança não namora”

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A Secretaria de Assistência Social do Amazonas organizou uma campanha que está tendo uma repercussão muito maior do que esperavam. Pais e mães de todo o país estão compartilhando nas redes sociais publicações sobre a ação “Criança não namora”, que discute a erotização precoce.

 

Lançada no início do mês de abril, a campanha “Criança não namora, nem de brincadeira” ganhou as redes sociais e a hashtag #criancanaonamora se espalhou rapidamente, em apoio à temática discutida por ela. A ação é uma parceria do governo do Amazonas com o blog Quartinho da Dany e faz parte de um projeto mais amplo, que visa ainda mobilizar escolas, comunidades, psicólogos e pais contra qualquer forma de exploração infantil.

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É comum em algum momento as crianças voltarem da escola e falarem que estão ‘namorando’ com algum coleguinha. Pais e professores nem sempre sabem como agir nessa situação. E, de fato, o quadro é mais complexo do que parece, pois as crianças geralmente reproduzem o comportamento dos adultos ou o que são incentivadas a fazer e dizer. Ou seja, o problema é de toda a sociedade, que acaba estimulando uma erotização precoce das crianças.

 

Especialistas alertam que é preciso respeitar cada etapa do desenvolvimento cognitivo da criança pois ela ainda não sabe o que é um namoro e não possui maturidade para compreender tudo o que envolve um relacionamento entre adultos. Daí ser normal meninos e meninas terem repulsa ao presenciar beijos entre os adultos. As demonstrações de afeto que a criança recebe em casa – abraço, beijo no rosto – são suas ferramentas afetivas para com os amiguinhos também e não devem ser deturpadas pela interpretação erotizada dos adultos.

 

Outro ponto importante neste cenário é o machismo, que transparece no incentivo que muitos pais fazem aos meninos para terem uma (ou várias) ‘namoradinhas’ na escola, enquanto que as meninas são orientadas a ‘se comportar’. Isto é muito nocivo para o desenvolvimento das crianças, pois perpetua uma conduta questionável e inadequada à maturidade delas. Quando os pequenos demonstram algum interesse ou preferência por determinados amigos, também é comum os adultos fazerem uma errônea interpretação erótica, quando na verdade a criança está apenas aprendendo a se relacionar e fazer amigos. Enxergar isto como namoro é uma projeção equivocada dos adultos.

 

Infância é para a criança brincar, aprender, se desenvolver e exercitar seus comportamentos. Quando se faz essa interpretação erotizada precoce, estamos pulando etapas no aprendizado e a criança irá apenas reproduzir comportamentos, sem verdadeiramente compreender e sem desenvolver a maturidade para eles. Nem adultos, nem crianças precisam apressar a hora de namorar nos pequenos – ela vai chegar, não é preciso estimular isto tão precocemente. Mais do que educar as crianças, é preciso reeducar os adultos – pais, família e professores – para entender e respeitar o universo infantil, sem aplicar projeções e julgamentos da vida adulta.

 

 

Fonte: Revista Crescer

O namoro na infância

 

Muitas famílias ficam preocupadas quando seus filhos pequenos falam que algum amigo ou colega é seu namorado ou namorada. Certamente a infância não é a idade de namorar. Mas basta um pouco de observação e diálogo, para percebermos que o entendimento da criança sobre o namoro, é bem diferente da visão dos adultos.

 

É comum que as crianças tenham “namoradinhos” nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Porém, elas encaram isso de uma forma muito diferente que os adultos. Para os pequenos, o namorar é uma demonstração de afeto, que vem da vontade de estar mais próximo do amiguinho ou amiguinha. Geralmente, o namoro dos pequenos envolve apenas o brincar junto, compartilhar os brinquedos, dar mão na fila da escola ou sentar perto em classse, simplesmente porque gostam da companhia, têm afinidades, divertem-se juntos. Na infância, os pequenos não conseguem conceber tudo que envolve um namoro de fato, por isso, raramente é motivo para se preocupar. Apenas quando o comportamento for abusivo, desrespeitoso ou opressivo é que deve ganhar mais atenção dos pais e cuidadores.

 

Na maioria dos casos, o amor de infância é uma simples manifestação de carinho, que as crianças reproduzem a partir do modelo de relacionamento que vivenciam no dia a dia. Se os pais e familiares têm uma relação saudável, as crianças vão lidar socialmente com os outros da mesma forma. Quando surgir o assunto “namoro”, pode-se conversar com a criança sobre o que ela entende por isso e, a partir daí, instruir sobre a amizade e explicar que existem amigos mais e menos próximos e que talvez essa seja uma terminologia mais adequada ao que a criança sente em relação ao amiguinho(a).

 

 

Fonte: Ask Minnie  e Doutíssima

Fantasiar, sim. Namorar, não.

Um dia, talvez, chega a fase da paquera inocente, digamos. Aquele momento em que o seu filho se aproxima de você e diz que está “namorando” alguém na escola, mas, na verdade, este alguém nem mesmo sabe que o seu pequeno ou pequena o namora, visto que nenhum dos dois tem idade suficiente para isso. Se ele mencionar o fato, fique tranquilo, pois tal atitude tende a não passar de uma fantasia infantil.

Em um primeiro momento, pode parecer uma situação delicada, vista com maus olhos pelos pais, que fazem longos questionamentos e instigam a criança a falar. Mas, no fim das contas, não recrimine e também não apoie. Por mais “bonitinho” ou “aterrorizante” que seja, crianças não são adultos em tamanho menor. Há idade para tudo.

Seu filho ou sua filha pode “namorar” tanto um colega bonito e popular na escola como um personagem de TV, um ator famoso, um ídolo do esporte e aí por diante. Mais do que não reprimir a fantasia, é preciso não incentivar esses “namoricos” infantis, principalmente os provindos do colégio. Insistir em perguntas e num “relacionamento” é um erro. Os exageros podem levar à erotização precoce. Apenas deixe seu filho falar e conversar.

Cuidado com os programas de TV e programas impróprios também. Novelas e filmes que contenham cenas não indicadas a menores de dez ou doze anos não devem ser assistidos pelos pequenos. Muita atenção ao conteúdo que o seu filho assiste!