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Quando a bagunça passa dos limites…

A situação passou dos limites e você não aguenta mais a bagunça que seus filhos fazem em casa? A canadense Jessica Stilwell também não aguentava mais… e resolveu que não iria mais arrumar! Mãe de três filhas, Jessica transformou sua “greve” em um blog. O Striking Mom (“mamãe grevista”, em inglês” rapidamente fez sucesso devido ao fato de muitas mães passarem pela mesma situação.

“Tudo começou quando tive um fim de semana muito ocupado e meu marido estava fora. Olhei em volta e me dei conta que minhas filhas não estavam fazendo sua parte e assumindo suas responsabilidades (com as tarefas domésticas)”. Quando o marido voltou, ela disse “Vamos entrar em greve!”, contou a mamãe grevista à BBC.

Jessica contou ainda que logo no primeiro dia as filhas perceberam que havia algo errado na casa. Seis dias depois, quando já haviam roupas e louça suja por toda a casa. Foi quando as garotas perceberam que os pais estavam “em greve”, pedindo uma mudança na atitude das três.

Primeiro, os pais postaram algumas fotos da experiência no Facebook. Depois, alguns parentes sugeriram que eles criassem um blog para mostrar como estavam resolvendo a situação de uma forma inteligente e bem-humorada. Os posts mostravam como louças sujas se acumulavam, enquanto, ao fim do dia, Jessica relaxava ao invés de arrumar a casa sozinha.

bagunça

A matéria do Yahoo conta que, depois de alguns dias, as meninas começaram a reclamar e culpar umas as outras pelo caos em que a casa havia se transformado. Depois de uma semana, elas resolveram se organizar e ajudar a arrumar a bagunça. A mãe diz que essa foi uma maneira criativa que ela encontrou de lembra-las, com senso de humor, de que  família é uma equipe, e que todo mundo precisa fazer a sua parte!

E você, o que acha disso?

Confira também alguns posts que fizemos sobre como dividir as tarefas entre todos da casa.

Fonte: Yahoo Notícias

O fim das empregadas domésticas 2/2: Como envolver as crianças nas tarefas domésticas

Envolver os pequenos desde cedo nas tarefas domésticas é bem mais fácil do que convencê-las a isso depois de crescidas. Crianças que crescem vendo as tarefas como uma parte normal do cotidiano amadurecem muito mais cedo do que as que não criam essa responsabilidade. Atribuir tarefas aos pequenos é uma das melhores técnicas de educação infantil. Ajudar nas atividades do lar cria um sentimento de competência, fazendo com que eles se sintam extremamente orgulhosos de estarem sendo úteis. Ter tarefas delegadas faz com que a criança estabeleça hábitos úteis e aprenda a noção de compromisso com o trabalho.

Crianças adoram imitar adultos, certo? Se a família toda se envolve nas tarefas domésticas, a criança vai se sentir parte de uma “sociedade”. E se o maridão ainda não ajuda nas tarefas da casa, ver os pequenos envolvidos nisso e te ajudando poderá servir de bom exemplo, fazendo com que se crie uma unidade familiar mais forte. Quem disse que só os adultos que dão exemplo para as crianças?

Além disso, para os pequenos, tarefas como mexer com água e usar o “barulhento” aspirador parecem divertidíssimas. Fazer um avental do tamanho do pequeno, por exemplo, pode ajudar a tornar a tarefa ainda mais lúdica e fazer com que ele se sinta realmente parte do ritual.

Se bem conduzidas, as tarefas domésticas podem ser muito produtivas para as crianças. Além de desenvolver esse hábito, necessário para o futuro, o envolvimento com os serviços do lar pode até ser bom para a segurança dos pequenos. Conhecendo os produtos de limpeza e sua verdadeira função, por exemplo, elas não ficarão tão tentadas a mexer neles por curiosidade, evitando possíveis acidentes.

O início pode ser um pouco difícil, mas é legal que se tenha paciência e não desista na primeira resistência do pequeno às tarefas. Uma maneira de se criar o sentimento de envolvimento com as tarefas domésticas é deixar claro para os filhos que todos os membros da família devem trabalhar juntos para que o lar possa funcionar da melhor forma possível, e que cada um deve fazer a sua parte.

É importante que se ensine uma tarefa de cada vez. O que é óbvio para nós ainda é novidade para eles, e as crianças podem ficar confusas quando obrigadas a aprender várias tarefas de uma vez. Decompor a tarefa em pequenas partes também ajuda. Ao invés de simplesmente dizer para “limpar o quarto”, especifique detalhes: “tire o pó”, “troque os lençóis”, “guarde os brinquedos”, etc. Outro detalhe importante é dar condições para a criança ajudar. Por exemplo, se ela for lavar a louça, dê um banquinho para ela alcançar a pia.

Caso a criança não cumpra a tarefa, não realize por ele. Além de demonstrar que você não tem autoridade, a criança vai ter a sensação de que não há necessidade de fazer a tarefa, já que tenha quem a faça por ele. Caso ele continue não fazendo o combinado, aplique conseqüências óbvias. Por exemplo, se ele esquecer de guardar a bicicleta várias vezes, deixe-o sem andar com ela por alguns dias. Assim como pequenas punições, pequenas recompensas também são boas. Se o pequeno cumprir todas as tarefas, combine que vai brincar mais tempo com ele, ou preparar seu lanche favorito. É importante ele compreender essa noção de que, com ele ajudando nas tarefas, ele está fazendo com que os outros membros da família tenham mais tempo livre.

O site Pequenada e o site Educação Infantil apresentam listas que são de grande ajuda para o momento de delegar as tarefas, indicando quais tarefas podem ser executadas em cada faixa etária. Porém, nem todas as crianças são capazes de fazer as mesmas tarefas com as mesmas idades. É importante estar atenta a isso e deixar que o seu filho siga o seu próprio ritmo de habilidades e interesses.

2 e 3 anos
Os mais novos adoram “ajudar”, embora muitas vezes “atrapalham” mais do que qualquer outra coisa. Mas, como o que conta é a intenção e mantê-los envolvidos nos afazeres de casa para que aprendam desde cedo, saiba que terá que ajudá-los, passo a passo, a completar grande parte das atividades. Mesmo assim, viva a diversão… e a paciência!
Tarefas domésticas apropriadas para esta idade: Guardar brinquedos, livros e materiais de desenho; Colocar a roupa suja no cesto e até levá-la para a lavanderia; Ajudar a alimentar os animais de estimação; Limpar o pó de lugares mais baixos e que não possuam objetos que quebrem.

4 e 5 anos
As crianças desta idade, quando já engajadas, querem estar constantemente aprendendo e experimentando novas tarefas domésticas. Isso ocorre em grande parte porque algumas destas atividades já podem ser feitas sem supervisão adulta, embora seja bom observar de vez em quando.
Tarefas domésticas apropriadas para esta idade: Ajudar a fazer a cama; Organizar brinquedos, livros e materiais de desenho, separando-os por tipos; Ajudar a pôr e a tirar a mesa (apenas tomando cuidado com coisas que quebrem e cortem); Regar plantas; Lavar louças de plástico; Varrer migalhas; Ajudar a guardar as compras de supermercado; Preparar o seu próprio lanche (apenas cuidando com itens cortantes); Atender o telefone; Participar na preparação das refeições.

6 a 9 anos
Quando chegarem a esta idade as crianças tanto podem manter o entusiasmo em relação às tarefas domésticas, como já terem percebido que talvez elas não são tão divertidas como pareciam. Esta é também uma fase em que os pequenos valorizam a sua independência, daí a importância de lhes conferir atividades domésticas que realizar sozinhos. E porque não atribuir uma mesada para “compensar” o fato de assegurarem as suas responsabilidades? Assim eles ainda aprendem o valor do dinheiro e da poupança.
Tarefas domésticas apropriadas para esta idade: Ajudar a estender e recolher a roupa no varal; Alimentar os animais de estimação; Varrer e aspirar, talvez ainda com a ajuda de um adulto; Ajudar a guardar arrumar as compras de supermercado e outros mantimentos.

A partir de 10 anos
A partir desta idade, as crianças são perfeitamente capazes de aumentar as suas responsabilidades e cumprir as suas obrigações, desde que o façam de forma contínua. Pode ser útil estabelecer uma rotina em que é sempre ela que lava a louça do pequeno-almoço ou aspira o seu quarto. É fundamental que os miúdos percebam quais as consequências de não executar as tarefas domésticas a si destinadas e, claro, quais as recompensas para um trabalho bem feito.

Tarefas domésticas apropriadas para esta idade: Ajudar a limpar o banheiro; Levar o lixo para a rua; Lavar o carro; Ajudar na limpeza e manutenção do exterior da casa e do jardim; Dobrar e guardar roupa; Trocar a roupa de cama; Participar na preparação das refeições e até preparar refeições simples.

O fim das empregadas domésticas 1/2: Como reorganizar e facilitar suas tarefas domésticas

A matéria de capa da Revista Época do último dia 23 anuncia o fim da profissão de empregada doméstica. Com a economia nacional crescendo e com a população brasileira se escolarizando mais, essa profissão parece caminhar rumo à extinção. Muitas garotas que antes precisavam trabalhar como domésticas desde cedo agora têm condições de estudar e garantir que, futuramente, possam ingressar no mercado de trabalho com empregos melhores, que lhes possibilitem um crescimento profissional. Essa revolução cultural, ocasionada especialmente pelo estudo, tem feito com que as jovens de classes mais baixas não queiram mais trabalhar na casa dos outros, uma vez que o trabalho doméstico traz em si um estigma social e uma falta de expectativa de crescimento profissional, questões que não se resolvem apenas com aumentos salariais.

Outro fator que tem influenciado esse processo é uma melhor distribuição de renda entre as regiões brasileiras. Com um aumento na renda do Nordeste, jovens que antes rumavam para o Sudeste para trabalhar em casas de família agora podem trabalhar com famílias de classe média da sua região ou até buscar outros empregos, sem migrar. Esse crescimento da economia também tem feito com que moças que antes trabalhariam como empregadas no Sudeste agora tenham alternativas de emprego e carreira.

Além disso, um constante aumento na classe C tem feito com que mais famílias busquem esse serviço. Esse aumento na demanda tem tornado essas profissionais cada vez mais escassas e caras. Embora essa seja uma mudança positiva para o país, que se torna mais próspero e igualitário, muitos de nós temos dificuldades de nos adaptar a esse novo estilo de vida ao qual nossas famílias terão que aderir. Culturalmente, as mulheres foram criadas para cuidar do lar, enquanto os maridos trazem o sustento e as crianças apenas brincam e estudam. Nos dias de hoje, entretanto, nós mulheres também estamos no mercado de trabalho, e agora vemos o fim de nossas funcionárias do lar se aproximando. Com tudo isso, precisamos educar nossas famílias para que as tarefas domésticas sejam igualitariamente distribuídas e que nossos pequenos se adaptem desde já a essa nova realidade brasileira, que já é comum em países mais desenvolvidos.

Algumas atitudes simples e práticas podem nos ajudar a transformar a realidade do nosso dia-a-dia e a adaptar-nos a essas mudanças:

• Delegue tarefas fixas para cada membro da família e fixe a lista em algum local visível até que todos se acostumem com a nova rotina;
• Mantenha apenas um prato, um copo e um jogo de talheres por morador da casa. Após cada uso, cada um deverá se responsabilizar por lavar. Caso contrário, terá que lavar quando precisar usar novamente;
• Organize-se para, aos domingos, cozinhar uma série de pratos e congelá-los para a semana toda;
• Algumas peças, como toalhas, roupas de cama e panos de prato, não precisam ser passados se foram secados em uma secadora ou pendurados no varal sem amassar;
• Para tirar leves amassados das roupas do dia-a-dia, pendura-as em um cabide no banheiro enquanto tomar banho. O vapor quente tirará o amarrotado;
• Um edredom ou colcha sobre a cama, a falta de tempo ou falta de talento para estender a cama são facilmente disfarçadas.