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Autor -Xalingo Brinquedos

Como trabalhar consciência ambiental em sala de aula?

A educação é um processo longo e contínuo que ajuda a formar cidadãos. Sabe-se que introduzir novos temas e instigar o pensamento crítico é muito significativo para os alunos. Por isso, é interessante abordar assuntos de extrema relevância social como a sustentabilidade. 

Algumas atividades, desenvolvidas dentro e fora da sala de aula, dão ao professor a oportunidade de demonstrar a importância da consciência ambiental, especialmente durante o ensino fundamental. Pode ser uma estratégia para sensibilizar os alunos a se tornarem mais participativos na defesa do meio ambiente. Afinal, com os altos níveis de poluição e desmatamento, a consciência ambiental deve ser apresentada e incentivada também na escola.

Como surgiu a necessidade de uma Educação Ambiental?

A educação ambiental começou a ser discutida ainda na década de 60. Depois de inúmeros desastres ecológicos – como o nevoeiro de poluição em Londres em 1952–, foi decidido que o tema de sustentabilidade e cuidados com o meio ambiente deveria ser abordado com mais frequência, inclusive nas escolas.

Foi quando a população abriu os olhos para o fato de os recursos naturais serem escassos e que era necessário adotar novos hábitos. A partir disso, algumas alternativas, como a reciclagem de materiais, começaram a ser analisadas.

Por que discutir e orientar as crianças dentro da sala de aula?

Aqui no Brasil, a Lei Nº 9.795, de 27 de abril de 1999, prevê que a educação ambiental deve estar presente e ser desenvolvida em diferentes níveis educacionais, em escolas públicas e privadas.

Em muitos outros países, existem disciplinas que envolvem ecologia e sustentabilidade. Há países que, já no jardim de infância, desenvolve programas para envolver as crianças nessas discussões e promover mudanças. Elas participam do plantio de árvores, brincam em áreas verdes, coletam resíduos recicláveis e cuidam de jardins.

Tornou-se muito importante ensinar, já no início da vida escolar, como cuidar do meio ambiente para o desenvolvimento de uma consciência positiva sobre ecologia e sustentabilidade.

Aliás, tratar sobre sustentabilidade na sala de aula pode ser até mesmo uma maneira de estimular as crianças a serem mais ativas em relação aos cuidados e à limpeza dos ambientes onde convivem.

Enfim, discutir e orientar as crianças sobre o tema ajuda a desenvolver a tão urgente consciência ambiental, possibilitando que esse aprendizado sempre influencie suas atitudes no futuro.

Como aplicar os conteúdos de sustentabilidade e ecologia na sala de aula?

Nos primeiros anos escolares, as crianças apresentam uma curiosidade natural para vários assuntos. Por isso, nesse estágio é fácil promover o contado delas com a natureza.

Sendo assim, criar uma horta ou jardim com as crianças – colocando-as em contato direto com a terra para cuidarem de uma planta – dá a oportunidade de ensinar sobre responsabilidade, mostrando, a partir daí, como nosso planeta também precisa de certos cuidados para sobreviver.

Também é possível viabilizar uma aula de observação, levando os estudantes para passear pelo bairro, observando a quantidade de lixo espalhada pelas ruas. Nessa aula, pode ser apresentado o tempo de decomposição de cada material e a importância de separar resíduos e do processo de reciclagem.  

Outra dica interessante é a criação de uma oficina de reciclagem, quando vale a pena pedir para os alunos que tragam de casa garrafas pet, caixas de papelão, palitos de sorvete etc. A ideia é transformar esses materiais em brinquedos novos e coloridos, abusando da criatividade.

Qual a importância de falar sobre Educação Ambiental

É importante que todos tenham consciência que o ser humano faz parte do meio ambiente. Com ações educativas é possível fazer com que, não apenas as crianças, mas toda a comunidade fique atenta à realidade em que se encontra o planeta e o que pode ser feito, com atitudes diárias, para mudá-la.

A educação ambiental é um exercício para a cidadania. Crianças que têm contato com a natureza e atitudes sustentáveis podem criar uma consciência crítica em relação ao planeta e meio ambiente. Desenvolvendo, dessa forma, valores e costumes contínuos, que visam o bem-estar da vida em comunidade.

Além disso, os conhecimentos assimilados em sala de aula podem ser transmitidos para os pais e novos hábitos sustentáveis podem ser introduzidos na família. E, se nessas casas, atitudes positivas e/ou mudanças de hábito em relação aos cuidados com o meio ambiente surgirem, será uma grande conquista.

Fontes:

https://novaescola.org.br/conteudo/5250/planos-de-aula-sobre-meio-ambiente

Como incorporar, pedagogicamente, o uso do celular dentro da sala de aula?

Atualmente, o acesso à tecnologia tem fluxo contínuo, o que impulsiona comunicação e interação mais efetivas, além de rápidas, entre todos. Essa transformação provocou mudanças profundas de uma geração para outra, sobretudo em relação ao uso de celulares.
Nessa perspectiva, fica claro que somente o quadro, o caderno e a caneta não são mais suficientes para manter os alunos interessados em aprender. No cenário atual, o uso pedagógico da tecnologia pode contribuir muito com a motivação dos estudantes.
Embora o uso do celular em sala de aula tenha sido por muito tempo inaceitável, tanto pelo corpo docente quanto por lei, hoje essa realidade está mudando.
A Assembleia Legislativa do estado de São Paulo aprovou, em outubro de 2017, a proposta que permite o uso de celulares em sala de aula.
A partir de então, o maior desafio das escolas se tornou aprender a inserir esses aparelhos, de forma eficiente e adequada, no desenvolvimento e aproveitamento das aulas pelos estudantes.
Porém, não é incomum ainda encontrar profissionais que se sintam impotentes com os diversos conteúdos que os smartphones oferecem e, com eles, inúmeras distrações que tiram o foco do aluno do conteúdo das aulas.
Apesar de sabermos que o avanço tecnológico sempre apresentou novos desafios para os educadores, hoje, talvez o maior deles seja o uso do celular dentro da sala de aula.
Há quem diga que a proibição dos aparelhos era a única saída. Porém essa era uma medida que causava conflitos entre estudantes e professores.
De acordo com a pesquisa TIC Educação de 2016, o celular já faz parte da vida de 93% da população brasileira – incluindo, é claro, muitas crianças e jovens. Por isso, proibir o uso do celular em sala de aula não parece uma boa alternativa.
Tendo em vista que toda a sociedade está imersa no meio digital, explorar esse recurso em prol da formação do aluno e da sua interação com o mundo tornou-se relevante.
Mas como incorporar o celular na sala de aula e como utilizá-lo de maneira mais assertiva?
Neste texto, desejamos mostrar como conciliar o uso dessa tecnologia tão presente no cotidiano de todos. Confira!
Da mesma forma que os aplicativos, funcionalidades e facilidades dos celulares auxiliam no contexto pessoal também podem ser inseridos no ambiente escolar como prática educacional. A maioria dos smartphones atuais possui inúmeros recursos que podem ser utilizados nesse sentido: câmeras, gravador de voz, mapas, além do acesso à internet.
Estar conectado em sala de aula não significa necessariamente distração e perda de foco, quando essa tecnologia for bem direcionada. Essa alternativa pode ser uma maneira de aprender, possibilitando pesquisas, coleta dados, busca de referências, interação com assuntos atuais em tempo real. Tal prática pode contribuir para que o aluno se torne o protagonista do próprio aprendizado.
Até mesmo as redes sociais, como Facebook e Whatsapp, podem ser direcionadas para uso em sala de aula, com a criação de grupos de discussão, debates e fórum sobre determinado assunto. Além de promover maior participação do aluno, essa prática permite que a atividade se expanda para fora do período escolar, instigando os jovens a buscar referências para a apresentação de argumentos e opiniões.
Outra forma de inserir o uso de celulares em sala de aula de maneira construtiva é por meio da produção de conteúdo digital. É possível propor, por exemplo, atividades que explorem recursos como as câmeras e os gravadores dos aparelhos. Criação de telejornais, entrevistas e produção de filmes curtos estão entre as opções.
De qualquer forma, é importante ressaltar que o uso do celular em sala de aula sem nenhuma estratégia ou limite não é recomendado. O ideal é que o professor desenvolva práticas pedagógicas que aproveitem o aparelho de maneira lúdica, voltadas para o estímulo da curiosidade e motivação do aluno.
É necessário deixar claros a finalidade e o momento de fazer uso dessas tecnologias para que os alunos tenham consciência de quando e como utilizá-las e respeitem essa determinação.
São inúmeras as possibilidades de utilizar a tecnologia como forma de aperfeiçoar a dinâmica escolar e cada instituição deve buscar uma solução que se adapte melhor à sua necessidade e identidade.
Agora que você já sabe que vale a pena viabilizar a presença da tecnologia no plano de ensino para transformá-la em uma grande aliada no processo de aprendizado, que tal descobrir, na prática, que é possível motivar os alunos e ensiná-los a ter mais responsabilidade?

Fontes:
https://www.somospar.com.br/uso-do-celular-em-sala-de-aula/
https://blog.portabilis.com.br/como-lidar-com-o-uso-do-celular-dentro-da-sala-de-aula/

Texto para a arte do post:
Como incorporar, pedagogicamente, o uso do celular dentro da sala de aula?

Como abordar temas polêmicos em sala de aula

É inegável que as instituições de ensino têm, como responsabilidade primordial, a formação intelectual dos indivíduos, a partir da socialização do conhecimento adquirido e acumulado ao longo dos anos pela humanidade, em campos do saber como matemática, física, história, geografia, biologia, línguas etc.

Esse processo é fundamental para que os jovens se sintam preparados para, no futuro, serem capazes de realizar seus sonhos e projetos de vida.

No entanto, a escola faz parte do cotidiano, de maneira intensa e central, durante quase todo o período de crescimento e amadurecimento de crianças e adolescentes.

Dessa forma, é importante observarmos que à escola não cabe apenas o ensino, como cabe também a educação – processo que deve ser feito em conjunto com a família.

Por isso, é tão importante quanto necessário discutir e trabalhar temas relevantes ao mundo, ao país e à comunidade, que circulam e transpassam a vida dos jovens com urgência e intensidade, como o bullying, o preconceito, a política e o meio ambiente.

Essa formação cidadã garante indivíduos funcionais e conscientes, bem como permite uma compreensão dos conteúdos trabalhados na escola, auxiliando o aluno a se encaixar e viver melhor em sociedade.

Porém, às vezes, é necessário abordar temas polêmicos em sala de aula, o que pode causar certo desconforto nos educadores, especialmente porque a tarefa demanda lidar com tabus sociais e conflitos enraizados na nossa sociedade.

Essa diversidade de assuntos envolve desde religião, política e identidade de gênero a temas como preconceito, violência e uso de drogas. Todos são previstos, inclusive, pelos Parâmetros Curriculares Nacionais e definidos como temas transversais, essenciais para a construção de senso crítico, assim como para formação de cidadãos.

Saber como conduzir os debates de forma saudável e enriquecedora é um grande desafio. É importante que fique claro aos jovens que todas essas questões fazem parte do mundo, demandando conhecimento e reflexão para se tornarem cada vez menos polêmicas.

Ciente sobre esse papel da escola na sociedade e na vida das pessoas não ser uma tarefa simples, a Xalingo selecionou algumas dicas pedagógicas que podem auxiliar no momento de trabalhar tais temas em sala de aula. Confira:

Mostrar que respeito vem acima de tudo

Respeito é o primeiro ponto fundamental em que se deve pautar toda e qualquer discussão sobre temas polêmicos. Aos professores, cabe a tarefa de ensinar que as diferenças de escolha e opinião precisam ser bem aceitas. A única forma de fazer isso, efetivamente, é demonstrando que não existem verdades absolutas e que todos os pontos de vista precisam ser considerados.

Vale a pena utilizar a literatura no processo

Aborde esses assuntos como uma ótima opção para encorajar o contato com os temas e para estimular os debates de maneira mais saudável e natural. Os livros e seus enredos sempre podem servir como ponto de partida para os estudantes entenderem a presença dos tópicos em seu contexto e na sua realidade, adiantando as reflexões e abrindo espaço para os educadores iniciarem as discussões em sala de aula.

Relacionar os temas com o conteúdo das disciplinas é sempre interessante

Relacionar temas polêmicos aos conteúdos ofertados pelas disciplinas é outro excelente caminho para as discussões se tornarem mais naturais. Matérias como história, geografia e biologia, por exemplo, apresentam excelentes ganchos. Mas é importante que as abordagens mostrem que os assuntos fazem parte da vida, da rotina e do dia a dia das pessoas, e que, por isso, é essencial discuti-los para a formação dos jovens.

Estimular o debate garante a contribuição de todos

Como já sabemos, verdades absolutas não são bem-vindas e não são uma boa maneira de conduzir discussões sobre assuntos polêmicos. Por isso, o ideal é que o professor estimule o debate, os questionamentos e a manifestação das opiniões dos alunos sobre cada um dos tópicos apresentados, visando criar um ambiente no qual todo estudante se sinta confortável para se expressar e contribuir.

Incentivar a participação dos pais e responsáveis é muito valioso

Muitos dos temas listados neste texto podem significar grandes tabus, especialmente pela grande dificuldade e rejeição que os pais e responsáveis têm de abordá-los com seus filhos. Essa barreira pode ser extremamente prejudicial e precisa ser rompida para o debate e a reflexão se tornarem mais leves e naturais. Além disso, a tarefa da formação dos jovens não se deve restringir apenas à escola.

Acrescentamos ainda que é necessário que os professores sejam capazes de oferecer aos alunos atividades que fomentem respeito mútuo, justiça, diálogo e solidariedade, através de tarefas e projetos que estimulem interações sociais, trocas e a empatia.

O mais importante é que as instituições de ensino preparem seus estudantes para se posicionar em relação aos temas abordados, para defender pontos de vista fundamentados em argumentos e informações, reconhecendo que opiniões diferentes fazem parte da vida e precisam ser sempre respeitadas.

Enfim, para formar cidadãos é preciso discutir e promover o pensamento, além da autonomia dos jovens. Assim, é possível não só prepará-los para o mercado de trabalho com força e determinação, mas também contribuir para um mundo melhor.

Fontes:

http://eduxe.com.br/blog/2018/10/10/como-tratar-temas-polemicos-em-sala-de-aula/

http://eduxe.com.br/blog/2018/09/04/a-importancia-dos-temas-transversais-na-educacao/

Brincadeiras contribuem para desenvolvimento das crianças

De acordo com a Academia Americana de Pediatria (AAP), a maneira mais poderosa de aprendizado para as crianças não acontece nas salas de aula ou nas bibliotecas, mas sim nos parques, salas de jogos e áreas de lazer.

Segundo Stuart Brown, especialista sobre o ato de brincar: “brincar é mais do que diversão, é vital” e “nada ilumina tanto o cérebro quanto o brincar”.

Para o pesquisador, embora o brincar seja comumente associado à infância, o ato não deveria se limitar a essa fase da vida. A perda dessa capacidade – que acontece com frequência na vida adulta –, em sua análise, faz muita falta para o ser humano.

Brown reforça ainda que a brincadeira não precisa de outro propósito além do simples desejo de brincar e que exigir além disso é deslegitimar o ato.

As brincadeiras podem estabelecer conexão somente com o corpo, ou dele com algum objeto e que, de qualquer forma, parte de uma curiosidade ou de uma necessidade de exploração.

Outro ponto, na contribuição fundamental para o desenvolvimento dos indivíduos, é o brincar como elemento social que faz com que as crianças identifiquem a si mesmas e aos outros, estabelecendo seus modos de convivência, regras e percepção do coletivo.

Por isso, Brown defende: “as crianças na pré-escola deveriam poder mergulhar, assobiar, gritar, serem caóticas e desenvolverem, através disso, muito de sua regulação emocional e muitos outros subprodutos sociais – cognitivos, emocionais e físicos que fazem parte do ritual de brincar”.

O potencial das brincadeiras

Além de ser uma maneira acessível de as crianças fazerem a sua leitura do mundo, os momentos de diversão proporcionados pelas brincadeiras possibilitam o desenvolvimento dos aspectos físicos, motores e cognitivos, indispensáveis para a saúde e o bem-estar delas.

Valores como companheirismo, autonomia, liderança e solidariedade também estão embutidos em diversas formas do brincar.

Por isso, tantos especialistas defendem que as escolas devam respeitar o tempo das brincadeiras, sem que seja associada a elas, intencionalmente, uma proposta de aprendizagem.

A experiência da brincadeira, por si só, acaba por contemplar um potencial educativo, visto que está intimamente relacionada com a imaginação e a criatividade da criança, além do envolvimento integrado do corpo e mente.

Brincar é a construção do cérebro, uma parte central do desenvolvimento saudável da criança, uma chave para as habilidades das funções executivas e um amortecedor contra os impactos negativos do estresse.

A importância do jogo para o desenvolvimento saudável da criança

O jogo deve começar cedo na vida das crianças e continuar durante toda a infância, favorecendo o seu desenvolvimento saudável em todos os aspectos.

Os pais devem observar e responder ao comportamento não-verbal dos bebês desde os primeiros meses de vida. Quando um bebê sorrir para você, sorria de volta, por exemplo.

O esconde-esconde é outro jogo importante. São vários os jogos que constroem e intensificam o vínculo entre pais e filhos!

Pesquisas indicam também que crianças pré-escolares com comportamentos disruptivos apresentam-se menos estressadas e perturbadoras quando o professor joga e brinca com elas, regularmente.

Por isso, educadores e famílias devem defender e proteger o jogo desestruturado e o aprendizado lúdico em pré-escolas e escolas. São inúmeros os benefícios.

Os professores devem se concentrar mais na aprendizagem lúdica, deixando que as crianças assumam a liderança e sigam sua própria curiosidade. Sendo assim, vale a pena promover o recesso e a atividade física para crianças todos os dias.

O brincar ajuda as crianças a aprenderem habilidades de linguagem, matemática e sociais, além de reduzir o estresse.  

Vale a pena acrescentar que o brincar é importante tanto para as crianças quanto para os pais, já que compartilhar momentos alegres durante as brincadeitas melhora muito o relacionamento.

Agora que você já sabe o quanto o ato de brincar é importante para a criança, na próxima vez que seu filho pedir para brincar com você, diga sim! É uma das melhores coisas que você pode fazer pelo seu filho.

Fonte:

A tecnologia pode ajudar alunos com dificuldades de concentração

Lidar com diferentes perfis de alunos é um dos grandes desafios para quem trabalha na área da educação.

Não é tarefa fácil tentar adaptar o processo de aprendizagem de acordo com as necessidades de cada um. Esse esforço costuma ser bem maior quando o aluno apresenta dificuldades de concentração.

Quando a criança tem dificuldade de se concentrar, ela acaba ficando prejudicada na sala de aula ou em casa, em relação aos estudos e outras atividades cotidianas.

É papel dos educadores e das instituições de ensino, com a colaboração dos pais, é buscar maneiras de otimizar o aprendizado.

O corpo docente e a instituição de ensino devem oferecer atividades que consigam atrair e envolver os alunos no processo de aprendizagem.

O que pode prejudicar a concentração dos alunos?

Cada aluno precisa passar por uma avaliação porque as causas podem ser muito variadas. Vale lembrar que não é papel do professor fazer essa análise, já que ele não tem formação que o qualifica para essa função.

É necessário buscar ajuda de profissionais como um psicopedagogo, psicólogo ou psiquiatra. Eles são fundamentais para realizar o diagnóstico e direcionar o aluno para o tratamento apropriado. Afinal, os transtornos e os comportamentos, assim como os tratamentos, são diversos.

Entre os mais conhecidos estão o TDA (Transtorno do Déficit de Atenção) e o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) que, segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção, atingem de 3 a 5% das crianças do mundo.

Existem também outros tipos de distúrbios capazes de ocasionar a falta de concentração. Há ainda aqueles alunos que não têm um transtorno específico, mas apresentam, claramente, muita dificuldade de manter o foco e a atenção por muito tempo.

Sendo assim, cabe ao educador e instituição de ensino acompanhar o estudante em sala de aula e auxiliá-lo em suas atividades, tentando otimizar ao máximo sua aprendizagem. Os pais também precisam ser orientados como colaborar em casa.

Porém, muitas escolas e professores não estão preparados para lidar com essa realidade, a qual exige uma preparação especializada.

Você sabia que a tecnologia pode auxiliar o aluno a se concentrar?

A tecnologia poder ser uma ferramenta para ajudar os alunos com dificuldade de concentração. Sua eficácia foi percebida ao longo do tempo, principalmente pelo fato de ser necessário oferecer estímulos às pessoas que têm dificuldades de concentração e se distraem facilmente.

Foi aí que identificaram que atividades dinâmicas e tecnológicas costumam prender a atenção, até mesmo dos mais dispersos.

Quando as tarefas são monótonas, elas ficam entediados e se deixam levar por outras coisas. Mas quando são desafiadas constantemente, mantêm-se interessadas.

Então, encontra-se aí uma das grandes vantagens de ensinar programação ou utilizar técnicas de gamificação para crianças e jovens desatentos.

O uso direcionado da tecnologia foge do tradicional e incentiva o aprendizado, convidando o estudante a focar naquela possibilidade de interação.

Nas séries iniciais da educação infantil, por exemplo, desenvolver a habilidade de reconhecer cores é algo bastante importante. Sendo assim, a distribuição de cartões coloridos para promover um ensino lúdico pode funcionar com muitas crianças.

Entretanto, já foi identificado que o dispositivo tecnológico tende a funcionar melhor com aquelas que sofrem alguma espécie de transtorno de atenção.

Enquanto a professora fala da cor, em um computador, o aluno já percebe que é possível trocar as colorações, testando tudo o que ele pode fazer. Ou seja, o processo de desenvolvimento das suas competências é diferente.

É importante também considerar que as crianças de hoje já são nativos digitais, já nasceram em um mundo dinâmico em contado diário com a tecnologia.

E, na maior parte das vezes, as crianças aprendem a mexer com equipamentos tecnológicos antes mesmo de ler ou escrever.

Por isso, seria um erro ignorar essa proximidade e deixar a tecnologia de fora do ambiente escolar.

Essa integração pode e deve ser saudável, além de funcional, explorando todos os seus benefícios.

Quais as vantagens de apostar na tecnologia?

O professor consegue deixar as aulas: mais atrativas; despertar a curiosidade e novas descobertas; proporcionar experiências inovadoras; reduzir a evasão escolar; aumentar a captação de alunos; gerar maior interação entre a comunidade acadêmica; estimular o aprendizado em geral.

É claro que inserir a tecnologia de maneira isolada não traz resultados esperados. Para essa estratégia funcionar, é essencial ter um bom planejamento pedagógico.

A instituição de ensino e o corpo docente devem estar preparados para oferecer atividades com objetivos claros, utilizando a tecnologia apenas como um meio de atração e envolvimento.

Quais a melhores maneiras de utilizar a tecnologia na sala de aula?

. Quadros digitais

As antigas lousas podem ser substituídas por quadros digitais que possuem recursos interativos e deixam as aulas mais atraentes. É como ter um grande monitor em sala, multiplicando as possibilidades do tradicional quadro-negro.

. Games

Jogar é uma atividade que atrai o interessante de crianças e adolescentes. Nada melhor que recorrer aos games para tentar prender a atenção deles. Vale a pena adotar os jogos para transmitir conhecimento, oferecendo estímulos e interações para deixar o aprendizado mais divertido.

3. Programação

Fazer programação pode parecer algo muito complexo e destinado para adultos, mas as crianças amam. Os princípios da programação ajudam no desenvolvimento do raciocínio lógico, da criatividade, da capacidade de resolver problemas e até da autoconfiança.

4. Realidade virtual

Imagine como estudar os temas de História ou Geografia através de uma viagem virtual pode ser mais divertido. Com o recurso da realidade aumentada, é possível conhecer tipos diferentes de vegetação ou ir até o Deserto do Saara.

Enfim, a inserção da tecnologia vai depender de alguns fatores, entre eles a idade dos alunos e a temática a ser abordada. Tratar dos alunos com dificuldades de concentração é um assunto delicado e que exige cuidado. O uso da tecnologia deve ser feito de forma muito consciente, especialmente para que os objetivos de desenvolvimento dos estudantes sejam atingidos.

Volta às aulas com dicas especiais para um bom desempenho no ano letivo

Chegou a hora de retomar as atividades escolares, período especial que merece muita atenção.

O início do ano letivo é sempre uma oportunidade para estreitar o diálogo entre familiares, professores e alunos.

Sendo assim, é um momento que exige planejamento e muita dedicação.

É possível elaborar atividades estimulantes, atrair a atenção dos alunos e atingir uma ótima performance no ano letivo de 2022?

Confira nossas dicas, cuidadosamente selecionadas:

. Organizar o tempo

Organização é essencial tanto para o professor quanto para os alunos de todas as faixas etárias, mas, principalmente, para aqueles que precisarão se dedicar ainda mais aos estudos e vão prestar vestibular e realizar o Enem em 2023.

Uma dica especial para quem vai estudar para o Enem seria aproveitar os momentos de descanso para realizar atividades culturais em que existe a oportunidade de aprender mais sobre os conteúdos apresentados em sala de aula. Assistir filmes temáticos ou ir a museus e exposições são excelentes reforços.

Para os professores, vale a pena determinar o número de horas diárias dedicadas aos estudos e à elaboração das aulas. Conversar com outros colegas ou basear-se na experiência de anos anteriores para esse planejamento é uma de nossas sugestões.

. Aproveitar ao máximo todo material disponível

É interessante reaproveitar materiais antigos, de anos anteriores, incentivando assim os alunos a buscarem materiais semelhantes em suas casas ou até produtos destinados à reciclagem.

Existem professores que utilizam materiais diversos como aspiradores de pó ou computadores antigos, por exemplo, nas aulas de robótica. Alguns recorrem até aos materiais destinados a serem jogados no lixo.

Organizar feiras de ciências ou de tecnologia é sempre muito interessante, pois estimulam a criatividade e a inventividade, além de possibilitarem várias intervenções sociais – importante tanto para os professores quanto para os alunos.

. Manter os trabalhos dos alunos expostos

Organizar exposições para a apresentação dos trabalhos dos alunos é sempre uma ótima iniciativa, pois faz com que eles se sintam mais motivados e estimulados. Além disso, eles também aprendem a valorizar o que é do outro e conseguem acompanhar o que foi feito por todos, mostrando a importância do trabalho coletivo.

. Valorizar a diversidade

Juntar alunos com saberes diversos e propor atividades em grupo proporciona trocas muito significativas. Para esse fim, os alunos devem ser reunidos não por afinidades e sim por dominarem conhecimentos diferentes, tornando possível aprender e ensinar. Eles precisarão atuar juntos para trocar informações.

Vale lembrar que, atualmente, pais e professores precisam ficar atentos aos cuidados necessários para o retorno às aulas presenciais!

A atenção aos sintomas do Covid-19 na família, em casa, ou nos alunos, nas salas de aula, deve ser redobrada. O uso de máscara deve ser obrigatório (dispensado apenas em crianças menores de três anos) assim como o cumprimento das normas de segurança, exigidas pelos órgãos sanitários, por parte da escola.

Qual é o momento correto e como preparar as crianças para a alfabetização infantil?

A etapa mais importante do desenvolvimento infantil se inicia na primeira infância e os pais precisam saber disso. 

Nessa fase, a aprendizagem acontece de forma lúdica, por meio das brincadeiras, musicalidade e tantas outras atividades que despertam a curiosidade das crianças.

Trata-se e um momento de conexão especial com a criança, pois é quando ela passa mais tempo com os pais. 

Muitos pais vivem sonhando com o dia em que as primeiras palavrinhas serão pronunciadas pelo bebê, mas há uma boa diferença entre balbuciar algumas vocalizações e o processo de alfabetização em progresso.

Afinal, qual é o momento correto e como preparar as crianças para a alfabetização infantil?   

Com o passar do tempo, os pais percebem a necessidade de a criança ir para a escola, local onde ela vai construir amizades, aprender coisas novas, aventurar-se no mundo e ver como ele funciona. 

É um momento delicado, que exige atenção e paciência dos responsáveis. Sendo assim, os pais devem observar e sentir constantemente a adaptação do(a) filho(a) à nova rotina, além de favorecer que isso ocorra de maneira tranquila.

Esse processo é muito significativo e novo não só para as crianças, mas também para os tutores. Por isso, é essencial que haja paciência, compreensão, acolhimento e o acompanhamento sobre todo o período escolar.

Qual o momento ideal para iniciar o processo de alfabetização infantil?

Atualmente, fala-se muito de escolarização precoce: a criança passa pelo processo de alfabetização infantil antes dos seis anos de idade, saindo da Educação Infantil já alfabetizada.

No entanto, quando isso acontece, as crianças acabam passando a maior parte do dia dentro da sala de aula. Embora isso, inicialmente, possa parecer algo positivo, na realidade, faz com que a criança passe menos tempo realizando atividades ao ar livre, que tanto auxiliam no seu desenvolvimento físico, no amadurecimento do cérebro, na socialização afetiva e também no processo de aprendizagem.

Sobre o período ideal para iniciar a alfabetização infantil não existe um consenso universal. Há especialistas que defendem que, durante a primeira infância, a criança precisa ser criança e preencher o seu tempo com brincadeiras e atividades ao ar livre.

Por outro lado, alguns profissionais acreditam que a antecipação do processo de alfabetização beneficia o avanço cognitivo. Mas é preciso que exista um equilíbrio entre a etapa inicial da alfabetização infantil e o estímulo motor, já que os pré-escolares estão em uma idade propícia para o desenvolvimento de uma série de habilidades pessoais e interpessoais, que são vitais para fomentar a criatividade.

Sendo assim, acredita-se que o exercício que mais se adapta ao processo de aprendizagem na Educação Infantil consiste em apresentar uma didática que estimule a curiosidade através de atividades lúdicas e sensoriais.

Além disso, é bastante recomendável que essa didática conte com materiais que apresentem informalmente o início da escrita: as letras e as palavras. Sempre levando em consideração a não obrigatoriedade do aprendizado formal nesta etapa.  

Dicas para preparar a criança para a alfabetização infantil

Considerando a importância do brincar para o desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida, acreditamos que o ideal é que o processo de alfabetização infantil não aconteça de maneira precoce.

Mas isso não significa que não seja possível apresentar as letras e as palavras às crianças logo cedo. Muito pelo contrário! Existem diferentes formas de estimular e preparar a criança para o momento efetivo da alfabetização.

Confira as dicas que Xalingo Brinquedos preparou para ajudar os pais a iniciar esse processo em casa com os pequenos, cuidando que esse seja um momento prazeroso, muito leve e sem obrigatoriedade.

Contação de histórias

A leitura mediada por um adulto é imprescindível nesse processo, pois oferece à criança um universo mágico e ilimitado de palavras. Os diferentes significados que trazem sentido ao entendimento de mundo tornam a contação de história em uma atividade divertida e muito benéfica para os primeiros passos da alfabetização infantil. 

Cantigas

O universo infantil é repleto de cantigas que já fazem parte do repertório da criança até mesmo ainda na barriga da mãe. Inseri-las na rotina dela é muito bom para auxiliar o desenvolvimento da musicalidade. No momento em que os pais cantam para a criança, as palavras já vão sendo assimiladas mesmo antes da alfabetização ter início.

Apresentação de materiais diversificados

Apresentar vários tipos de leitura, tais como revistas, jornais, panfletos, receitas etc. é bem interessante para fazer a criança se familiarizar com diferentes tipos de texto. Os literários também são muito importantes: poesia, prosa, conto de fadas, aventura, mistério. Todos eles têm muito valor e podem contribuir para desenvolver, no futuro, o gosto pela leitura. A leitura deve ser feita de maneira pausada para que o pequeno leitor consiga assimilar todo o conteúdo apresentado de forma intuitiva.

Fonte: https://leiturinha.com.br/blog/alfabetizacao-infantil-como-ela-deve-acontecer-e-como-preparar-seu-pequeno-para-esta-etapa/

Exercícios físicos para fazer com as crianças em casa

Bons hábitos e cuidados com a saúde devem começar desde cedo. É importante ter consciência de que uma vida bem ativa traz inúmeros benefícios para a saúde.

A atividade física melhora a circulação sanguínea, além do bom funcionamento cerebral. E deve fazer parte do dia a dia de pessoas de todas as faixas etárias.

Por isso, selecionamos uma série de exercícios que as crianças podem fazer em casa. Confira!

Fazer exercícios em casa é nada complicado, não exige conhecimentos muito específicos. Você pode promover atividade física desde cedo com os seguintes sugestões:

Sentar no ar (em cadeira imaginária)

Andar num pé só

Macaquinho de imitação

Pular corda ou elástico

Dança da cadeira

Caminho de obstáculos

Salto à distância

Flexões com o joelho apoiado no chão

Andar num pé só

Abdominais com palmas

É só marcar em cronômetro 1 minuto para cada exercício e fazer ao lado da criança para motivá-la a realizar o exercício corretamente e de forma divertida.

Quais são os benefícios?

Melhora o humor, aumenta a proximidade com os pais e irmãos, contribui para a boa circulação sanguínea, melhora a interação cerebral, melhora a coordenação motora, fortalece e alonga os músculos, aumenta a concentração e o aprendizado.

Qual seria a frequência ideal?

Se a série proposta acima proposta for realizada todos os dias, adotando apenas 10 minutos de exercícios (1 minuto para cada), a criança já terá uma rotina de atividade física interessante. As crianças precisam de atividades motoras diariamente.

Vale a pena registrar que o gosto pessoal e os limites da criança precisam ser respeitados, assim como ela precisa descansar. Respirar de forma correta também ajuda a realizar essas atividades física sda melhor forma possível.

As crianças podem fazer exercícios com peso?

As crianças precisam de estímulo motor, mas não é necessário o uso de equipamentos direcionados para jovens e adultos. O uso de equipamentos como pesos de areia pode forçar os músculos e os tendões de forma exagerada e causar danos desnecessários.

As crianças com problemas respiratórios podem realizar atividades físicas?

Mesmo que a criança tenha asma ou outra dificuldade para respirar, ela poderá realizar os exercícios indicados no texto. Mas se a criança estiver doente e debilitada, realmente sem condições de praticar atividade física, esse tipo de estímulo deve ser adiado para um momento mais apropriado.

Agora que você já sabe o quanto é saudável e fácil promover atividade física no dia a dia de seu filho, organize-se para propiciar essa rotina tão positiva em sua casa, ainda nesta semana.

Dicas para as crianças tomarem vacina sem escândalos.

Toda vez que os pais forem levar seus filhos, principalmente os pequenos, para tomar uma vacina, precisam prepará-los com a devida antecedência.

Assim é possível evitar que eles sintam medo excessivo, chorem e até façam birras ou escândalos no local e, ainda por cima, fiquem desconfiados e deixem de confiar nos pais. Afinal são eles que os levam para um local que lhes causará dor.

Muitas crianças lidam bem com essa situação e, dependendo do enfermeiro que está disponível para fazer a aplicação da vacina, tudo tende a dar certo e ser tranquilo.

Porém, não há como saber se o dia da vacina da criança será o dia de sorte dos pais. Nem sempre eles encontram um enfermeiro experiente e paciente. Sendo assim, o melhor é prevenir e preparar bem a criança.

No texto de hoje, separamos algumas dicas:

. Sempre deixe claro para a criança para onde ela está sendo levada. Diga se ela vai ver o pediatra para avaliar se está tudo bem ou se vai tomar uma vacina, visando deixá-la imunizada e bem forte.

. Explique para a criança para que serve a vacina. Fale que o corpinho dela vai ficar devidamente fortificado para enfrentar os “vírus malvados” que podem fazer muito mal e causar doenças.

. Trabalhe a confiança da criança, respeitando esse momento de dor e sofrimento, pois realmente as vacinas doem.

. Segure a criança no colo (se for permitido) ou dê um abraço apertado após a aplicação da vacina, parabenizando-a pela coragem.

. Peça ao enfermeiro para ser rápido na aplicação e tente distrair a criança com vídeos ou alguma brincadeira no momento exato da aplicação.

. Tente o “jogo do sério” ou outro que você considerar adequado, enquanto vocês aguardam a vacina, assim existe a chance de a criança não se desesperar momentos antes de receber a picadinha.

Agora que você já sabe o quanto é viável preparar o seu filho para esse momento difícil (apesar de extremamente necessário) e está a par das dicas de como evitar que ele seja muito negativo, não deixe de consultar a carteirinha de vacinação e ver se todas as vacinas estão em dia.

Por que é importante ensinar educação financeira para os filhos?

Muitos pais não sabem como falar sobre dinheiro com os jovens. O assunto, tão crucial para criar responsabilidade em crianças e adolescentes, precisa ser abordado cuidadosamente, de modo que as orientações surtam o efeito esperado desde cedo.

Vamos mostrar para vocês a importância de ensinar a educação financeira para os filhos e as vantagens de começar aplicá-las em casa desde cedo.

O que é e como funciona a educação financeira?

Esse assunto desperta muita dúvida nos pais, já que vivemos em uma sociedade consumista e temos como dever fazer escolhas conscientes na hora de lidar com o nosso dinheiro.



Precisamos entender que a aprendizagem está além da organização de gráficos e tabelas, ela está nos pequenos atos do cotidiano.

Para saber usar o dinheiro conscientemente, é preciso falar com leveza com os filhos — dando um cofrinho, pagando uma mesada ou, até mesmo, emplacando um jogo ou uma conversa em família.

Quando iniciar as lições de educação financeira para crianças?

A dúvida é bastante popular entre os pais e tem respostas simples, a depender primeiramente da idade do filho. Tudo isso porque há diferenças na forma como uma criança de 6 anos e um adolescente de 13 usam o dinheiro no dia a dia.

De 3 a 6 anos

Não se apavore: a educação sobre a renda deve iniciar no jardim de infância e na alfabetização, no período que vai dos 3 aos 6 anos de idade, quando as crianças começam a despertar para o valor das coisas e a necessidade das trocas ao redor delas.


Nessa etapa, os especialistas indicam que haja um estímulo visual para os pequenos verem o dinheiro aumentando. Em vez de dar mesada a eles, aposte em um frasco transparente e os incentive a completar o cofrinho com as moedas que ganharem ao longo da semana.

Exercite os pequenos também por meio de exemplos do dia a dia, especificando o valor de cada coisa e o que cabe ou não no orçamento familiar.

De 7 a 13 anos

Após os 7 anos de idade, seus filhos começam a entender melhor a relação com o dinheiro. Se, antes, a mesada não era a aposta ideal para iniciar a vida financeira deles, deve ser uma boa escolha nessa fase!

Estipule um valor mensal ou semanal para repassar aos jovens. Pense nos gastos habituais dos seus filhos e cobre deles metas – como exemplo tirar notas azuis no boletim do colégio — para ganhar uma quantia x.

Tendo o dinheiro em mãos, peça que eles administrem o valor com responsabilidade. Afinal de contas, se usarem tudo antes do tempo, não receberão nova mesada antes do prazo estabelecido.

Uma boa forma também dos seus filhos compreenderem o mundo econômico é por meio de jogos lúdicos, a exemplo do Steam Matemática da Xalingo Brinquedos.

A partir de 14 anos

Incentivando os jovens a lidar com o dinheiro desde os primeiros anos de vida, é compreensível que eles cheguem à adolescência tendo um grande senso de responsabilidade diante das finanças pessoais.

Além de receberem uma mesada, eles devem saber cuidar da própria conta no banco. Abra uma poupança ou conta corrente simples com eles para que saibam a importância da educação na conquista da liberdade financeira.

Com a saída do ensino médio e o início da graduação, apresente a eles um cartão de crédito. O benefício é uma ótima pedida para cobrar deles ainda mais jogo de cintura para não perder o limite ao fazer compras.

Quais são as boas práticas para implementar a educação financeira?

No tópico anterior, vimos como a educação financeira é de extrema importância desde cedo e pode ocorrer em diferentes fases do desenvolvimento. Quantos adultos não olham para trás e desejariam ter apreendido esses cuidados?

Para quem aprendeu como administrar as finanças, uma boa ação é ajudar as novas gerações a se tornarem mais responsáveis com o próprio dinheiro. Nem sempre é fácil, mas, aos poucos, seus filhos mostrarão que todo esforço valeu a pena.

Incentive a percepção de valores

Ensinar o funcionamento do dinheiro, na prática, é a melhor forma de mostrar às crianças a importância de ter responsabilidade com os gastos. Na ida à padaria, em um passeio, informe o valor das coisas que elas pediram e incentive-as a fazer a mesma coisa. Explique o motivo quando não for possível comprar algo e o que precisa ser feito para comprar tal produto em outro momento, como economizar ou esperar o próximo mês.

Mostre a diferença entre querer e precisar

Outra prática importante na educação financeira para crianças é ensiná-las o que é necessário e o que é um gasto extra.

Em primeiro lugar, é importante saber quando ter esse tipo de conversa com seus filhos, pois esse assunto pode soar cansativo para eles.

Que vantagens a educação financeira para crianças oferece?

Até aqui, você descobriu qual é a melhor idade para aprender educação financeira e quais são as boas práticas a adotar. Desde o senso de responsabilidade com o dinheiro até o despertar do consumo consciente.

Ao longo da educação financeira, a criança vai adquirindo algumas habilidades importantes que, quando ela se tornar uma pessoa adulta, com mais responsabilidades sobre finanças.

Organização

Entre os benefícios da educação financeira para os filhos está o desenvolver da organização pessoal com planos e gastos. A fim de não cair em dívida, é preciso saber desde cedo quanto se tem e quanto se pretende gastar.

Poupança

Outra qualidade atribuída ao saber usar o próprio dinheiro é a necessidade de poupar para conquistar seus objetivos. Desde cedo, as crianças descobrem que a renda só cresce no cofrinho quando se coloca mais uma moeda nele.

Consciência

No entanto, uma das maiores dádivas que a educação financeira pode despertar é o consumo consciente e responsável. Com tanta vontade de consumir, é preciso comprar apenas aquilo que realmente seja necessário.

Responsabilidade

Lidar com dinheiro é, sobretudo, exercitar a responsabilidade. Quando seus filhos passam a ganhar mesada, por exemplo, eles precisam de planejamento para não gastar tudo de uma vez e fazer a quantia durar até o próximo recebimento.

Autocontrole

Junto à responsabilidade, seus filhos passam a exercitar o autocontrole quando precisam administrar uma quantia.
Mesmo se fizerem escolhas ruins, isso mostrará que eles precisam se policiarem nas próximas vezes.

Autonomia

A boa gestão financeira, mesmo na juventude, possibilita que a pessoa consiga ter mais domínio de suas escolhas. Isso permite tomar decisões bem pensadas na fase adulta e não cometer erros que coloquem a situação financeira em risco.

Neste texto, você ficou por dentro de como iniciar a educação financeira para crianças, um aprendizado que começa desde cedo com o intuito de transformar a relação dos seus filhos com o dinheiro.

A partir de vários exemplos realizados em casa, os pequenos aprendem quanto custam os produtos que desejam, seja usando um cofrinho na infância, seja diante de uma conta bancária na adolescência.



Fontes:
https://exame.com/bussola/educacao-financeira-na-infancia-saiba-por-que-ela-e-tao-importante/