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Autor -Xalingo Brinquedos

Filmes que ensinam seu filho a cuidar do planeta

O cinema pode ser um ótimo aliado na educação das crianças, pois oferece uma oportunidade para os pais falarem de assuntos importantes, de forma descontraída e sem parecer que estão dando algum tipo de sermão.

Para falar sobre o tema meio ambiente, existem muitos filmes que abordam, de maneira criativa e emocionante, os problemas ambientais do planeta e como o ser humano deveria cuidar dele.

A seguir, a Xalingo apresenta uma seleção especial para você assistir com os seus filhos.

WALL – E

No ano de 2805, a Terra virou um depósito gigante de lixo, com recursos naturais esgotados e sem condições para vida humana – resultado de décadas de consumismo em massa. WALL – E, um robô compactador de resíduos que gosta de colecionar objetos inúteis (como lâmpadas, patinhos de borracha e troféus) é o último habitante do planeta. Quando WALL – E descobre uma pequena planta crescendo entre o lixo e a leva para casa, uma espaçonave aterrissa e implanta EVA – um robô de última geração enviado pela nave estelar da BNL, onde vivem alguns humanos refugiados, com a missão de procurar sinais de vegetação na Terra. É o início de uma grande aventura.

Os sem floresta 

Após despertar de um longo período de hibernação, um grupo de animais da floresta encontram uma enorme cerca ao redor de seu habitat e ficam assustados. Até que guaxinim R.J. revela que foi construída uma cidade ao redor da floresta em que vivem e que, agora, ocupa apenas um pequeno espaço. Intrigados com as comidas dos humanos, os animais resolvem cruzar a fronteira, metendo-se em diversas confusões.

Vida de Inseto

O mundo das pequenas criaturas ganha tons fantásticos nesta animação computadorizada da Disney que conta história da formiga Flik e seu exército de insetos que fazem de tudo para defenderem sua colônia de maldosos gafanhotos, que todos os anos roubam a comida da comunidade.

Loráx: em busca da trúfula perdida

O filme conta a história de um menino que vive em uma cidade onde a natureza desapareceu e tudo passou a ser controlado pela tecnologia. Ao descobrir que o único desejo da sua amada era ver uma árvore de verdade, ele se lança em uma aventura que o leva a conhecer Loráx, uma curiosa criatura de cor laranja que luta para preservar a floresta encantada onde mora.

O Grande Milagre 

Estrelado por Drew Barrymore, o filme relembra a história do resgate de três baleias-cinzas, em 1988, no Alasca, protagonizada por uma ativista do Greenpeace e um repórter. Ambientada em plena Guerra Fria, a trama leva superpotências mundiais rivais a se unirem para salvar os animais, que ficam presos sob placas de gelo no Ártico.

Procurando Nemo

Animação em que Marlin, um peixe-palhaço, perde quase toda a família durante o ataque de um uma barracuda e torna-se um pai super protetor de seu único filho, Nemo. Esse sempre se envergonha do jeito que o pai lhe trata na frente dos coleguinhas e, para provar que pode cuidar de si, resolve nadar em mar aberto. É capturado por mergulhadores e levado para Sydney, onde é vendido para um dentista que tem um aquário. Decidido a encontrá-lo, Marlin nada por todo o oceano, enfrentando todo tipo de perigo ao lado de Dory, um peixinho-fêmea muito simpático, mas com um grave problema de perda de memória recente.

Rio

Dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, Rio conta as aventuras de Blu, uma arara azul em extinção que vive uma vida tranquila no interior dos Estados Unidos. Até que, a convite de um cientista, muda-se para o Rio de Janeiro com a sua amada dona para procriar com a única arara de sua espécie ainda existente, Jade. Ela é um espírito livre e detesta ficar engaiolada, implicando com Blu logo que o conhece. Quando o casal é capturado por uma quadrilha de tráfico de aves raras, eles precisam unir forças para escapar do cativeiro.

Happy Feet – O Pinguim 

Quanto Mumble, um pinguim recém-nascido, descobre que não sabe cantar, todos ao seu redor ficam preocupados, afinal na nação dos pinguins Imperador, todos vivem basicamente para cantar. Mas Mumble tem outro talento – ele sabe dançar sapateado como ninguém. Rejeitado pela sua comunidade, inicia uma jornada em que trava amizade com um grupo exótico de pequenos pinguins Adelies e descobre a razão da escassez de peixe no oceano, que ameaça a sobrevivência da vida na Antártida.

O Rei Leão 

Um clássico da Disney que ganhou versão 3D em 2011. Neste filme, Mufasa e sua esposa Sarabi, rei e rainha, apresentam ao reino o herdeiro do trono, Simba. O recém-nascido recebe a bênção do sábio babuíno Rafiki, mas ao crescer é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar, o invejoso e maquiavélico irmão de Mufasa, que planeja livrar-se do sobrinho e herdar o trono. Rei Leão passa a mensagem de que, no mundo, tudo está conectado e é parte do ciclo da vida.

Bambi

O filme é outro clássico se passa numa floresta onde os animais ficam agitados com a notícia do nascimento de um filhote de cervo, Bambi, que foi chamado de “Príncipe da Floresta”, pois seu pai é o cervo mais respeitado da região. Logo ao nascer, o pequeno Bambi conhece Tambor, um coelho que se torna seu grande amigo. Ao longo da história, Bambi cresce, faz amizade com outros animais da floresta, aprende como sobreviver e se apaixona por Falina. Até que um dia chegam caçadores à floresta e matam a sua mãe que o estava ajudando a fugir da perseguição. Daí pra frente, Bambi vai ter que aprender a viver sozinho.

Fonte:

https://exame.com/casual/10-filmes-que-ensinam-seu-filho-a-cuidar-do-planeta/

Como explicar a importância das abelhas para as crianças?

As abelhas, apesar da má fama, causando medo em várias pessoas, têm grande importância nas nossas vidas e na do planeta.

As abelhas são pequenos animais que se defendem por meio de seu ferrão e produzem o mel do planeta. Elas são os únicos insetos que produzem um alimento consumido pelo homem. Mas isso todos sabem, não é mesmo?

Porém, a função principal das abelhas é a polinização. O papel das abelhas neste processo é crucial, pois foi descoberto que cerca de 2% das abelhas selvagens do planeta são responsáveis pela polinização de 80% das culturas mundiais. Portanto, sem abelhas, não haveria frutos silvestres e tantos outros alimentos.

E não são apenas os humanos que se beneficiam dos alimentos que existem, graças às abelhas. Os animais também se alimentam de vegetais e, sendo assim, eles também sofreriam se as abelhas desaparecessem.

As abelhas são responsáveis por grande parte da polinização mundial de alfafa, por exemplo, que é amplamente usada para alimentar gado. Aqui, a importância das abelhas manifesta-se indiretamente, mas se não existissem, não haveria alimentos para os animais herbívoros. Por sua vez, esses deixariam de alimentar os animais carnívoros, destruindo também a indústria de alimentos lácteos.

Qual a importância das abelhas para os ecossistemas?

Sem a presença das abelhas, não existe 80% da polinização, não há alimentos para grande parte dos pássaros, insetos e outros animais. Enfim, toda a cadeia alimentar sofre e os animais morrem. O ecossistema fica destruído.

Além disso, as abelhas contribuem para a biodiversidade no planeta. São elas que polinizam flores selvagens e que enriquecem as paisagens ou jardins.

Qual a importância das abelhas como indicadores de saúde?

As abelhas são um importante indicador da saúde de um ecossistema ou habitat.

Elas estão organizadas em colônias, com expectativa de vida de vários anos. A presença de uma colônia duradoura de abelhas indica a saúde do ecossistema, pois elas são os insetos mais sensíveis e com menos tolerância a alterações climáticas.

Quando vemos um jardim cheio de abelhas (o que é raro, hoje em dia), é bom sinal!

O que pode acabar com as abelhas?

Os especialistas estão preocupados com a diminuição das populações, principalmente na Europa e na América. As razões para esta grande perda nas populações incluem: agricultura intensiva, uso de pesticidas, poluição, introdução de espécies de diferentes partes do mundo, doenças, uso de culturas geneticamente modificadas e alterações climáticas (as emissões de dióxido de carbono voltaram a aumentar).

Além disso, os cientistas apontam mais uma razão: dedicar extensas áreas ao cultivo de uma única cultura cria habitats pobres para polinizadores como as abelhas. Assim como a criação em massa de abelhas e o seu transporte também causa a propagação de doenças entre as colônias.

O que fazer para ajudar as abelhas?

Um estudo recente mostrou que um aumento da temperatura média de 1,8ºC a 2,6ºC – o mesmo aumento que se espera vir a ter em nível mundial até 2099 – é fatal para as abelhas. Combater o aquecimento global ajuda a preservar as abelhas e os ecossistemas do planeta.

Limitar o uso de pesticidas e preferir produtos biológicos também é uma forma de contribuir para a conservação das abelhas e aumento das suas populações. Trata-se de uma iniciativa que traz outros efeitos benéficos para centenas de outras formas de vida, além das abelhas.

Procure ter no seu jardim diversidade de plantas “amigas das abelhas”: manjericão, funcho, malva, manjerona, orégano, alecrim, tomilho, hortelã, margaridas, girassóis, papoilas e muitas outras flores.

E como as abelhas também precisam de água, se quiser mesmo investir em fazer a diferença para as abelhas do seu jardim, pode optar por deixar uma pequena taça com água fresca para as abelhas beberem. Mas lembre-se: elas também afogam e, por isso, vale a pena colocar algumas pedras na taça para reduzir a profundidade da água.

Uma outra precaução muito importante é a atenção às vespas asiáticas que, como sabemos, são uma espécie invasora e predadora das abelhas e das vespas comuns. Caso detecte um ninho de vespas asiáticas, contacte a linha SOS AMBIENTE (808 200 520) ou a plataforma SOS Vespa em sosvespa.pt.

Como explicar a importância das abelhas para as crianças?

É importante que famílias conversem coma as crianças sobre os benefícios e a importância das abelhas para as próximas gerações, de forma simplificada.

Para fazer isso, basta explicar às crianças que as abelhas buscam o pólen de uma flor e levam para as outras flores, colaborando com a produção de mais flores e frutos.

Explique também que, sem elas, nós provavelmente não conseguiríamos fazer o mesmo. Sendo assim, os seres humanos e os animais não conseguiriam ser saudáveis e o mundo não seria tão bonito, com tantas flores e frutas.

Esclareça que as abelhas só atacam quando se sentem ameaçadas. Portanto, para evitar uma picada, não devemos tentar bater ou matá-las. Ao avistar uma abelha, basta se afastar, calmamente, delas ou de sua casa (colmeia). Assim as abelhas ficarão felizes e realizarão seu trabalho, fazendo todos os outros animais felizes também.

As abelhas, com exceção dos zangões (as quais possuem a única função de fecundar a rainha), possuem o ferrão para se defender de seus inimigos. E o ferrão, deixado em sua picada, é na verdade uma extensão de seu abdômen. Portanto, quando picam, perdem uma parte de seu corpo, realizando um ato suicida com o intuito de proteger sua comunidade ou a rainha.

Se os pais preferirem, podem usar alguns recursos externos para fazer com que as crianças aprendam sobre esse universo de uma forma dinâmica e divertida. Existem ótimos filmes, como o popular “Bee Movie – a História de uma abelha” e “Abelha Maya – o filme”. Podem ainda visitar locais como A Cidade das Abelhas, em Embu (SP), e o Planeta Inseto, o único zoológico de insetos do Brasil, localizado também em São Paulo.

Além dessas dicas, uma forma ainda mais eficiente e divertida para estimular a proteção desses animais é fazer um Jardim de Abelhas no quintal da sua casa. Para isso, siga os seguintes passos:

Encontre um local em seu jardim ou quintal, onde flores e plantas possam crescer (certifique-se que não há nenhum tipo de pesticida no local). Peça às crianças para desenharem como desejam que seja esse jardim – essa é uma ótima maneira de incluí-los na atividade. Em seguida, plante flores coloridas e chamativas para atrair esses e outros polinizadores. Flores aromáticas serão ainda mais eficientes. Dê prioridade a plantas nativas e certifique-se de que o local é ensolarado e protegido do vento. As abelhas gostam de árvores frutíferas e de flores como manjericão, girassol, margarida, lavanda e alecrim. Quando as plantas brotarem, com certeza, as abelhas visitarão o jardim.

Por fim, divirtam-se observando o trabalho precioso dessas criaturas no Jardim de Abelhas.

Fontes:

https://www.natgeo.pt/animais/2018/08/importancia-das-abelhas-e-porque-precisamos-delas
https://thegreenestpost.com/abelhas/

Briquedo: Jogação, Salve a Abelha

https://brinquedos.xalingo.com.br/produtos/jogos-e-brinquedos/detalhe/0303.2/salve-a-abelha

Explore poemas nas aulas sobre o Meio Ambiente

Os poemas podem despertar a atenção, encantar e sensibilizar as pessoas, incluindo crianças e adolescentes, sobre qualquer tema.

Existem poemas também sobre o tema meio ambiente e esses deveriam ser trabalhados em sala de aula com os alunos do ensino fundamental e, se possível, com as crianças do ensino infantil.

São conteúdos especiais que resultam em atividades capazes de fazê-los enxergar o quanto é importante cuidar do habitat onde vivemos. 

O fato de poetas escreverem sobre o meio ambiente é muito significativo e, por intermédio desses poemas, é possível sensibilizar e conscientizar não somente os estudantes, mas também seus pais e familiares.

Abordar, sempre que for possível, o tema meio ambiente é algo extremamente necessário, pois vivemos em um planeta onde proteger e cuidar da natureza tornou-se urgente e um dever de todo mundo.

Vamos iniciar a dica da publicação de hoje sugerindo o poema “A folha”, do grande Carlos Drummond de Andrade, que foi um dos principais poetas da segunda geração do Modernismo brasileiro.

A folha

A natureza são duas.
Uma,
tal qual se sabe a si mesma.
Outra, a que vemos. Mas vemos?
Ou é a ilusão das coisas?

Quem sou eu para sentir
o leque de uma palmeira?
Quem sou, para ser senhor
de uma fechada, sagrada
arca de vidas autônomas?

A pretensão de ser homem
e não coisa ou caracol
esfacela-me em frente à folha
que cai, depois de viver
intensa, caladamente,
e por ordem do Prefeito
vai sumir na varredura
mas continua em outra folha
alheia a meu privilégio
de ser mais forte que as folhas.

A Folha é um poema que envolve, de forma bem especial, todos os elementos da natureza.

Após a declamação dessa linda poesia, o professor poderá, além de abordar o tema, falar mais sobre o importante poeta, que foi também contista e cronista, considerado por muitos o mais influente poeta brasileiro do século XX.

Vale a pena também apresentar aos alunos outros poemas, mesmo os menos famosos, como Velho Chico”, de Lizaldo Vieira. Nesse, em específico, podemos observar que existe além de uma homenagem, um pedido de socorro.

Velho Chico

Meu velho Chico
Chico bonito
Chico aflito
Chico sofrido
Chico erosão
Mesmo poluído
Ê mundão d’água bom.

Quem dera um dia.
Chico vida
Chico alegria
Com tanta água
Diluída em nada
Matasse a sede desse sertão.

Ê vidão
Pudesse num grito
Desses aflitos
Mudar esse rito de desilusão.

Preferia São Francisco
Aos corruptos
E políticos
No comando da nação
Ê…mundão d’água bom.

O professor pode procurar e apresentar inúmeros outros poemas, os quais também serão interessantes e valiosos para serem trabalhados em sala de aula, sempre procurando incentivar reflexões sobre o tema e até mesmo produção de textos.

Após fazer a leitura de textos tão especiais, que tal pedir aos alunos para redigirem seus próprios poemas?

Se a escola achar viável, o professor pode até organizar um livro com a produção textual de todos os alunos. Será um registro diferenciado que poderá servir de inspiração para outras turmas e instituições.

Fontes:

https://planosdeaula.novaescola.org.br/educacao-infantil/pre-escola/pesquisando-sobre-animais-dos-biomas-brasileiros/4844

Por que as flores são perfumadas e coloridas?

As flores são as estruturas da natureza muito charmosas e com o poder de nos encantar em todos os momentos. Ainda que alguém diga não gostar de um tipo de flor, haverá uma infinidade de outras espécies, com cores, formatos, tamanhos e perfumes diferentes, que irá agradá-lo.

Sobre as flores, é muito válido citar também que elas são muito mais do que aparentam ser, afinal a sua função ecológica é importantíssima. Alguns até diriam que elas têm uma das mais fundamentais funções em toda a cadeia ecológica do planeta.

Sem as estruturas das flores não seria possível a grande diversidade na natureza, apesar da destruição do homem. A flor não apenas embeleza o planeta, o seu papel é muito maior.

As flores são o órgão de reprodução da planta e, sem essa estrutura, a flora do tipo angiosperma não seria capaz de se reproduzir. Sendo assim, as flores são responsáveis pela possibilidade de uma árvore nascer, crescer e aumentar em números de descendentes.

A flor tem como uma de suas funções a geração das sementes. É o órgão das plantas que produz as sementes, ou seja algo equivalente ao embrião humano: o bebê em seus primeiros estágios de vida.

A semente, após ser produzida, aguarda ser colocada em um local adequado com condições favoráveis e a presença dos nutrientes necessários para o seu crescimento, desenvolvimento e amadurecimento. Quando a semente encontra esse lugar, desabrocha e começa o processo de germinação de uma planta. E nada disso seria possível se não existisse a estrutura das flores.

Existe a ideia equivocada de que as flores existem em todo o tipo de planta. Na verdade, todas as plantas têm esse tipo de estrutura, mas somente as plantas do tipo angiospermas produzem as flores tal como a conhecemos – é uma exclusividade desse grupo.

Um outro grupo de plantas que é chamado de gimnospermas, pode ter alguns de seus indivíduos vegetais com estruturas que até lembram a das flores, mas elas não são classificadas cientificamente dessa forma, mas sim pelo termo de inflorescências.

As pétalas, por exemplo, nada mais são do que estruturas de folhas que, de maneira totalmente natural, foram se modificando até formar as pétalas das flores. Essas mudanças e adaptações sempre aconteceram, mesmo porque a natureza está em constante processo de seleção natural e evolução.

A flor, algumas vezes, é a própria estrutura que se converte em frutos das arvores, um exemplo disso, aqui no Brasil, é a jabuticaba – árvore típica brasileira e exclusiva daqui. Antes que sejam produzidos os doces frutos, a jabuticaba abre as suas florezinhas de pétalas bem clarinhas e são elas próprias que, mais tarde, dão origem a fruta da jabuticaba. O mesmo acontece com muitas outras plantas.

Quando falamos que somente as angiospermas produzem flores precisamos ressaltar que essa espécie, na verdade, é um grande grupo e totalmente dominante na flora do nosso planeta. Até já foram catalogadas, ao longo do tempo e da história, um número maior do que 250 mil espécies diferentes, de características diferenciadas e até exclusivas. Isso produz a grande diversidade de flores que temos no mundo da qual não conhecemos nem metade.

Flores coloridas e com perfume

Vamos falar sobre esse tópico específico, sobre o jeito que as flores encontraram para que a perpetuação da espécie acontecesse de forma efetiva.

Para isso, precisamos lembrar que as flores produzem as sementes, mas não conseguem espalhá-las para que elas encontrem um lugar para germinação. Nesse ponto, as plantas precisam de uma ajudinha e o que acontece é um trabalho em conjunto, feito de maneira perfeita pela natureza.

Na maioria das vezes, são os insetos e os pássaros que pegam as sementes e, de maneira indireta, conseguem dispersá-las em vários lugares, fazendo com que mais e mais plantas nasçam. No entanto, só é possível alcançar esse resultado porque os insetos e os pássaros são atraídos pelas flores.

Se as flores tivessem um cheiro que fosse desagradável, elas não conseguiriam atrair os insetos e os pássaros para perto de si. Por esse motivo, por seleção natural, com o passar de milhões de anos, as flores foram se tornando mais cheirosas, além de mais coloridas, da forma que o seu ser vivo consumidor desejava.

Isso possibilita que ela continue existindo e gerando mais e mais descendentes. É claro que algumas flores têm cores mais escuras ou até mesmo perfumes menos agradáveis, mas elas são desse jeito porque os seres que a consomem assim preferem e, no seu processo de adaptação (evolução), ela foi se tornando o par ideal para o ser dispersador.

As flores nos encantam, principalmente, por suas cores vibrantes e perfumes diferenciados. Mas você já se perguntou se essas características possuem alguma importância na sobrevivência das plantas? 

Como vimos, nem todas as plantas possuem flor e, por isso, são angiospermas. Mas presença da flor é, sem dúvidas, uma característica bastante importante, uma vez que ela permite uma reprodução mais eficiente.

Para que uma angiosperma se reproduza, é necessário que o grão de pólen seja levado da parte masculina da flor para a parte feminina de outra. Para que isso aconteça, faz-se necessário um agente polinizador, ou seja, algo que seja capaz de transportar o pólen entre as flores.

Dentre os principais agentes polinizadores, destacam-se o vento, a água e alguns animais.

As flores vibrantes e perfumadas estão relacionadas principalmente com a polinização por animais. Isso se deve ao fato de a flor atuar como uma forma de atração para os polinizadores. Sendo assim, são necessários mecanismos que garantam a visitação desses animais.

As abelhas, por exemplo, são atraídas por flores de coloração azul ou amarela e nunca visitam flores vermelhas. Isso se deve ao fato desses animais enxergarem o ultravioleta. Além disso, preferem flores que possuem cheiro de alimentos em fermentação.

Já as flores bastante vistosas normalmente atraem as aves, pois estas possuem uma ótima visão. O beija-flor é um ótimo exemplo. O odor dessas plantas, no entanto, não é forte, pois as aves não possuem olfato apurado. Outra característica das flores visitadas por aves é a grande quantidade de néctar nela encontrado, garantindo uma alimentação adequada para o animal.

As flores polinizadas por borboletas também são vistosas, normalmente vermelhas, amarelas ou azuis. Além disso, essas flores deixam o seu néctar acessível somente para algumas espécies que apresentam o aparelho bucal longo.

Flores com cheiro de fruto maduro e com pouca coloração normalmente são polinizadas por morcegos. Como esses animais apresentam hábitos noturnos, a coloração das flores não caracteriza a forma de atração. As flores polinizadas por besouros também são menos vistosas e normalmente brancas.

As moscas também podem atuar como polinizadoras. Nesses casos, a flor normalmente é pouco atrativa para os humanos, possuindo, na maioria dos casos, odor de organismos mortos e em decomposição.

Cada ser vivo apresenta características que permitem sua sobrevivência em determinados ambientes e com as plantas não poderia ser diferente. Cada atributo acima citado revela que o vegetal se reproduza e garante a permanência da sua espécie na Terra.

Fontes:

https://flores.culturamix.com/flores/por-que-as-plantas-produzem-flores-perfumadas-e-coloridas
https://escolakids.uol.com.br/ciencias/por-que-as-flores-sao-coloridas-e-perfumadas.htm

Como trabalhar a diversidade na sala de aula?

A sala de aula é um microcosmo do mundo, as diferenças estão ali e os alunos já as notam. Seja a cor de cabelo, a cor da pele, o biotipo físico, o sotaque ou até mesmo as diferenças intelectuais.

Antigamente, havia escolas específicas para homens e para mulheres. Em alguns países, infelizmente, existiam até escolas para brancos, negros, ricos, pobres, deficientes, religiões específicas.

Sendo assim, as diferenças não eram trabalhadas e as crianças eram “sentenciadas” às suas características.

Nos dias atuais, em pleno século 21, como os professores podem lidar com a diversidade em sala de aula?

Hoje, temos a tecnologia ao nosso favor. As fronteiras entre os países estão menores e a diversidade é parte, em período integral, do mundo em que vivemos.

Mostrar para os alunos que convivemos com pessoas diferentes, o tempo todo, é o primeiro passo. Assim como mostrar os inúmeros benefícios que essa diversidade nos proporciona: pontos de vistas diferentes, perspectivas diferentes, experiências diferentes.

Com a consciência sobre a existência da diversidade, vem o respeito às diferenças. Sendo assim, o professor pode pedir para que os alunos trabalhem as diferenças dentro da própria família, fazendo um trabalho com a árvore genealógica, por exemplo. Ficará ainda mais fácil para os alunos entenderem que as diferenças estão em todos os lugares, inclusive em seu próprio lar.

Além disso, o professor precisa ter em mente que é também sua missão transformar a escola em um ambiente seguro. Um lugar onde todos, mesmo com pensamentos diferentes, ou diferenças físicas, possam dialogar e interagir com liberdade.

O professor deve ficar atento e intervir quando surgir bullying, por exemplo. É preciso orientar a turma de imediato em situações desse tipo.

Portanto, conhecendo a sua turma e partindo do pressuposto que o mundo é um local diverso, o professor conseguirá preparar seus alunos para lidar com a diversidade, tão presente e inerente já no mundo atual.

Essa temática traz a possibilidade de trabalhar o homem do século 21. É uma porta para trabalhar além de respeito e aceitação, a autoestima. A colaboração e os relacionamentos são outros aspectos fundamentais que podem ser explorados nesse tema.

É responsabilidade dos educadores ensinar os jovens a respeitarem as diferenças, deixando claro que a heterogeneidade não significa desordem e caos, mas sim a oportunidade de unir diferentes pensamentos, ideais e manifestações que sejam capazes de fortalecer e enriquecer o ser humano.

Aceitar a diversidade é aceitar o desigual, o “esquisito” e o deslocado. É promover o resgate da pluralidade, seja nas línguas, nas raças, nos biotipos e nas condutas que não representam a maioria.

Diante de tantos casos de bullying,com fins trágicos, noticiados com frequência nos jornais, trabalhar a diversidade na sala de aula é uma necessidade urgente para construir uma sociedade mais humana e empática, baseada no respeito ao próximo.

Se você é educador e quer promover o respeito e a valorização da diversidade, continue a leitura e conheça as dicas que a Xalingo selecionou:

1. Fortalecer a autoestima a partir da representatividade

O professor pode fortalecer a autoestima dos seus alunos apresentando figuras consideradas símbolo de representatividade, ou seja, que se destacaram em suas jornadas pela busca de reconhecimento e respeito.

Para trabalhar a questão do racismo, por exemplo, o educador pode compartilhar as histórias de pessoas negras que ganharam destaque nacional ou internacional, ao combater o preconceito racial e fortalecer a população negra. Além disso, também pode buscar na literatura exemplos da crueldade sobre a escravidão, mas, acima de tudo, evidenciar a cultura e a capacidade dos negros de se organizar e de sobreviver.

2. Promover dinâmicas de integração para crianças

Uma atividade muito interessante é o “painel da diversidade”, que propõe personalizar bonecos de cartolina. O professor faz um boneco de cartolina branca ou papel pardo para cada aluno, entrega tintas, canetinhas, revistas e cola, e instrui os alunos a personalizá-lo de acordo com as suas características ou vontade.

Ao final da atividade, todos vão ter um boneco único. Em seguida, o educador cola os bonecos de mãos dadas no painel para simbolizar a amizade e o respeito, e conversa com a turma para esclarecer dúvidas sobre o tema.

3. Promover dinâmicas que estimulem valores importantes

Durante a educação infantil, a maior parte dos valores que carregamos por toda a vida nos são apresentados. São os exemplos, as situações e o convívio que fornecem aprendizagens importantes para as crianças.

Quando se trabalha valores como a amizade, a honestidade, o amor e o respeito ao próximo, também se está valorizando a diversidade na sala de aula.

Para essa situação, o educador pode recorrer à “dinâmica do feitiço”, que vira contra o feiticeiro. Todos os alunos formam um círculo, sentam-se no chão e, em seguida, escrevem em uma folha o que gostariam que o seu colega do lado direito fizesse. Porém, são eles que vão realizar a atividade proposta ao seu amigo. Assim, ensina-se a não fazer ou desejar para o outro o que você não quer para si.

4. Explorar a diversidade por meio de filmes infantis

Os filmes infantis e desenhos animados são recursos atuais e que geram identificação, são perfeitos para explorar as diferenças no ambiente escolar. O professor pode promover o dia do cinema na sala de aula, espalhando colchonetes e almofadas pelo chão.

Um dos filmes mais indicados para essa situação é o do ‘’Shrek’, que é composto por cenas que refletem sobre a diversidade, o conceito de normalidade e os lugares que a sociedade julga estarem destinados para as pessoas que são consideradas diferentes, levando em consideração padrões estéticos e fúteis.

5. Recorrer aos personagens da literatura infantil

A literatura infantil tem diversos exemplos para serem usados com o objetivo de ensinar as crianças a lidar com as diferenças. O ideal é fugir dos livros politicamente corretos e com raciocínios prontos, dando preferência para as histórias que permitem que os alunos façam uma reflexão.

O professor pode também contar a clássica história do Patinho Feio e, depois, pedir para que os alunos desenhem o seu próprio patinho. Ótima oportunidade para transmitir a ideia de que não existe um ser humano melhor que o outro e de que todos nós temos características únicas que devem ser respeitadas.

Todo educador tem que estar consciente da importância de oferecer ao seu aluno um ambiente escolar que dê prioridade e estimule o respeito à diversidade, atuando na formação de cidadãos empáticos, a ponto de se preocuparem com outros e desenvolverem espírito de coletividade.

Por isso é papel da escola e dos seus educadores trabalhar a diversidade na sala de aula, com a missão de formarem cidadãos mais humanos, capazes de respeitar as diferenças culturais, étnicas, religiosas, ideológicas, entre outras.

Ao conhecer os fatos e compreender a pluralidade que os cercam, os alunos tendem a se sentirem responsáveis pela transformação do seu ambiente e de sua história. 

Fontes:

Como os professores podem estimular o hábito da leitura na infância?

As novas gerações são formadas por crianças nativas digitais, aquelas que já nascem mergulhadas na tecnologia. O vínculo com os artefatos tecnológicos é intenso e, por isso, incentivar a leitura na infância tornou-se um desafio ainda maior.

Mesmo diante desse cenário, ainda é possível e muito importante cultivar o hábito da leitura para ajudar os pequenos a se tornarem grandes leitores.

Lembre-se que, antes mesmo de uma criança aprender a ler, já é possível apresentá-la ao mundo da leitura. Esse contato precoce com os livros e as histórias é importante para o desenvolvimento infantil e também para a relação com a leitura no futuro.

As crianças logo aprendem suas primeiras palavras e com as mais usadas na sua rotina estabelecem maior relação emocional. A partir daí, vivem novas experiências e expandem, aos poucos o seu vocabulário. Assim, vão conhecendo o mundo à sua volta e a leitura é uma ótima forma de garantir esse aprendizado.

Através dos livros, as crianças fazem contato com novas situações, novos lugares e, consequentemente, com palavras que vão além daquelas que a família usa, em seu dia a dia.

Além disso, acompanhar uma narrativa, seja ouvindo ou lendo a história, desenvolve a capacidade de interpretação do texto, tornando a criança capaz de compreender os personagens e os acontecimentos.

Infelizmente, sabe-se que a média de leitura do brasileiro é de cinco livros por ano. Sendo assim, o hábito de leitura no país ainda é baixo. Por isso, é de extrema importância trabalhar essa competência em casa e nas escolas.

Cultivar o hábito da leitura e desenvolver uma relação positiva com os livros, desde cedo, é muito importante. Quem não gosta de ler por causa de dificuldades de interpretação ou porque foi pouco estimulado pode enfrentar obstáculos para estudar temas novos, terá pouca autonomia para aprender sozinho e até mesmo desenvolver-se profissionalmente.

Tudo isso pode mudar através da forma como nos relacionamos com a leitura na infância. Confira, a seguir, algumas dicas que a Xalingo separou para proporcionar boas experiências de leitura aos seus alunos, garantindo que eles se interessem pelo mundo dos livros logo cedo.

Antes de mais nada, é preciso registrar que projetos de leitura bem estruturados são muito bem-vindos, pois opapel do docente é de grande importância para melhorar o cenário de leitura no Brasil.

De acordo com a Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 33% dos brasileiros tiveram alguém que os influenciasse e os incentivasse a ler. E dentre essas pessoas surge a figura do professor.

Então, para estimular esse hábito em seus alunos, crie um projeto de leitura capaz de engajar os estudantes. Esse projeto deve ter:

1.      Benefícios da leitura

O primeiro passo desse projeto deve ser mostrar e reiterar a importância da leitura no dia a dia dos alunos. Além de melhorar as habilidades de interpretação de texto, ler com frequência também enriquece o vocabulário, aumenta os conhecimentos adquiridos e desenvolve a capacidade de argumentação do estudante.

2.      Metas de leitura semanais

Crie metas semanais ou quinzenais de leitura para promover aos poucos a discussão do livro sugerido. Crie um cronograma com seus alunos e nessas discussões mostre a importância desse hábito.

3.      Atividades diferenciadas

A partir das metas semanais de leitura, promova diferentes atividades para serem realizadas a cada semana ou quinzena. Ofereça variedade e não realize somente debates. Alguns formatos que podem ajudar a engajar seus alunos são: quizzes, filmes, videoaulas, teatros, desenhos etc.

Tente adequar esses formatos à realidade, ao perfil e ao segmento de cada turma. Assim, a dinâmica do projeto de leitura será muito mais interativa e proveitosa para todos.

4.      Projeto interdisciplinar

É cada vez mais viável trazer a interdisciplinaridade para a rotina escolar. E com um projeto de leitura não é diferente. É preciso introduzir outras disciplinas no projeto de leitura.

Na área de linguagens, por exemplo, trabalhar obras literárias é muito fácil. Mas existem vários livros que possuem temáticas que podem ser facilmente integrados a outros componentes curriculares.

Um exemplo é o livro “Eu Sou Malala”. Além de trabalhá-lo na disciplina de Língua Portuguesa, você pode discuti-lo junto ao professor de Geografia, em uma perspectiva geopolítica. O que achou? É possível trabalhar dessa forma, aliando várias disciplinas? Conte para gente!

5.      Visitas à biblioteca

Seus alunos têm o costume de ir à biblioteca? É provável que muitos deles conheçam esse espaço na escola, mas será que conhecem a Biblioteca Pública de sua cidade?

Esse pode ser um passeio cultural interessante e, normalmente, esses espaços têm atividades especiais ou algum tipo de clube de leitura.

Trata-se de uma oportunidade de tirar seus alunos um pouco da escola, dinamizar a aula e também de incentivá-los a ler mais.

6.     Feira do Livro

As Feiras do Livro são excelentes oportunidades para despertar o interesse de seus alunos para o universo dos livros. Podem acontecer nas escolas e em espaços públicos das cidades. Além de vender livros, em alguns casos, oferecem uma programação de atividades e discussões literárias.

Quando uma Feira do Livro acontecer em sua escola ou cidade, leve os seus alunos ao evento. Eles irão gostar, com certeza!

Vale a pena lembrar que é importante que a escola defina, já no início do ano, em seu Projeto Político Pedagógico (PPP), quais serão os livros literários trabalhados, em cada série, durante o ano.  No entanto, além da lista definida no projeto pedagógico, é uma boa ideia – visando estimular leituras extras em casa – solicitar aos alunos a criação de seu próprio projeto de leitura.

Nele, os estudantes podem dar dicas de livros que gostam de ler em seu tempo livre. Isso pode ser no formato de um vídeo ou de um post em blog da turma. Aliás, os alunos devem decidir a melhor forma de apresentar as suas indicações. O importante é o compartilhamento de suas experiências e o incentivo ao hábito de leitura.

Enfim, tudo é válido para criar o hábito de leitura nas crianças, pois a leitura promove a empatia e a vontade de aprender, além de incentivar a imaginação e a criatividade. Cada livro é um novo mundo a ser explorado.

As histórias são uma das formas mais poderosas de enxergarmos as coisas de uma perspectiva diferente. Ao se colocar no lugar de um personagem e viver suas experiências através da leitura, a criança desenvolve a empatia e também a noção de que ela não é o centro do mundo. Ou seja, ela entende outras realidades e se preocupa com o sentimento das outras pessoas. Isso ajuda os pequenos a compreenderem suas próprias emoções também.

Além disso, na infância, ainda estamos conhecendo o mundo – entrando em contato com diferentes realidades (e fantasias) – e a leitura estimula ainda mais a curiosidade natural das crianças e a sede por aprender continuamente.

Fontes:

Educação ambiental na infância

É muito importante que as crianças aprendam a poupar os recursos naturais e a contribuir com a preservação do meio ambiente. Elas também precisam de um mundo mais sustentável e melhor para viver.

Quanto mais cedo essa preocupação for apresentada, maiores as chances de despertar a consciência pela preservação do planeta. Por isso, a educação para uma vida sustentável é urgente e deve começar desde cedo.

Porém, a educação das novas gerações está em nossas mãos e é responsabilidade de todos, não apenas dos pais.

As crianças de hoje serão os adultos de amanhã, possíveis líderes ou governantes que irão enfrentar grandes desafios — como a escassez de água ou o aquecimento global –, precisando tomar decisões cruciais relacionadas às questões que envolvem o meio ambiente.

Por isso, discutir e orientar as crianças, desde cedo, ajuda a desenvolver a tão urgente consciência ambiental, possibilitando que esse aprendizado sempre influencie suas atitudes no futuro.

Para ajudar os interessados nessa missão, a Xalingo separou algumas dicas de como incentivar as crianças a serem mais responsáveis com as questões que envolvem o meio ambiente.

Seja um bom exemplo

A primeira e melhor forma de orientar as crianças é se tornando um bom exemplo para elas. Afinal, o convívio é uma das etapas mais importantes do desenvolvimento infantil, por ser responsável pela transferência de valores.

Por isso, cultivar bons hábitos diários, ser consciente e ter informações acerca dos impactos causados pela ausência de educação ambiental são medidas simples que têm um excelente efeito sobre as crianças. 

Ensine a fazer o descarte correto do lixo

O processo de separação e descarte correto de resíduos é de grande importância para o meio ambiente e uma ótima forma de ensinar educação ambiental.

O incentivo da coleta seletiva é uma alternativa que possibilita o reaproveitamento de diversos materiais.

É possível ainda mostrar como reutilizar as sobras da alimentação, transformando o lixo orgânico em compostagem para o solo.

Explicar os motivos pelos quais é importante não jogar lixo na rua também é importante e faz com que a criança se conscientize sobre as consequências de ações negativas.

Economize recursos

Oriente as crianças a não deixarem as luzes acesas em cômodos da casa e sempre desligarem os aparelhos eletrônicos das tomadas. Explique que economizando energia, ela estará poupando o meio ambiente de novas construções de hidroelétricas, que inundam grandes áreas e alteram ecossistemas; de termoelétricas, que emitem gases nocivos ao efeito estufa; e de usinas nucleares, que representam um risco permanente devido ao lixo tóxico que gera.

Mostre a importância da água e o quanto ela é indispensável aos seres vivos. A água é um tema extremamente importante para ser trabalhado na educação ambiental infantil. Explique que o desperdício e a poluição das águas afetam todo o planeta e que esse recurso essencial à vida é importante para evitar escassez. Sugira banhos mais curtos e o fechamento da torneira para ensaboar e escovar os dentes.

Tenha uma horta ou jardim em casa

Se tiver espaço em casa, cultive uma horta ou um jardim, compartilhando com as crianças os cuidados com as plantas. Isso vai criar um vínculo entre vocês e também com a natureza. Esse pequeno cultivo vai colocá-las em contato direto com a terra lhe dará a oportunidade de ensinar sobre responsabilidade, mostrando, a partir daí, como nosso planeta também precisa de certos cuidados para sobreviver.

Enfim, a educação ambiental é um exercício para a cidadania e crianças que têm atitudes sustentáveis podem desenvolver valores e hábitos contínuos, promovendo o bem-estar da vida em comunidade.

É evidente, portanto, a relevância da educação ambiental para crianças. Isso porque, quando elas se envolvem e conseguem visualizar os resultados obtidos, tornam-se, futuramente, cidadãos conscientes e participativos nas soluções dos problemas ambientais e sociais.

Fontes:

https://www.aguasustentavel.org.br/conteudo/blog/85-educacao-ambiental-na-infancia-como-desenvolver-criancas-mais-conscientes

Como preparar aulas atrativas na educação infantil?

A educação infantil é o início, a porta de entrada, de nossa vida escolar. Por isso, é preciso muita dedicação e planejamento para tornar as aulas atrativas e o aprendizado mais divertido.

Trata-se do primeiro contato das crianças com a escola e é necessário muito cuidado na elaboração das atividades. Essas devem ser lúdicas e, ao mesmo tempo, coerentes com a proposta pedagógica.

Planejar aulas que entreguem o conteúdo necessário e que sejam prazerosas para os alunos é um verdadeiro desafio e uma iniciativa muito bem-vinda entre os educadores. Afinal, crianças empolgadas e envolvidas na aula aprendem muito mais.

Para quebrar algumas barreiras que o ensino tradicional traz, é preciso inovar. Por isso, a Xalingo separou alguns critérios básicos para levar em conta na hora de preparar as aulas para as crianças.

Conheça e estude seus alunos

Todo professor deve conhecer as dificuldades e habilidades de seus alunos. Cada perfil de criança possui um jeito de aprender, levar isso em conta é fundamental para pensar nas técnicas de ensino. Aulas mais voltadas ao perfil da turma tendem a ser mais engajadoras.

Utilizar a tecnologia a seu favor

Não tenha medo de usar tecnologia. A geração atual nasceu na era digital e possui uma facilidade absurda com ferramentas tecnológicas. Então esses recursos multimídia, quando direcionados para a educação, aceleram o processo de aprendizagem. Se necessário, comece pelo básico fazendo uso de jogos educativos relacionados ao tema da aula. As crianças de até 6 anos — que formam o público da educação infantil —, estão muito familiarizadas com a tecnologia. Por isso, você sempre poderá complementar abordagens tradicionais com a introdução de outros elementos mais dinâmicos, como aplicativos, softwares, músicas, animações, além dos jogos interativos e filmes.

Invista na curiosidade

Faça perguntas e dê exemplos para dar chance dos alunos falarem sobre o assunto também. Tente inserir o conteúdo no mundo deles, fazendo relações com a rotina da família e outras situações do cotidiano.

Construa uma relação de confiança e respeito

Seja bem próximo das crianças, torne-se um amigo sem perder a autoridade. Isso influenciará positivamente o processo de ensino-aprendizagem. Apesar de bem pequenos, os alunos da educação infantil já conseguem assimilar noções de disciplina. Por isso, zele pela manutenção da ordem em sala de aula e promova atividades em que os bons exemplos nesse sentido sejam recompensados. Você poderá incluir leituras de fábulas e outros materiais mais lúdicos que abordem conceitos de disciplina. Entretanto, para além dessas estratégias em sala de aula é preciso o diálogo constante com os pais, para que casa e escola tenham os mesmos direcionamentos disciplinares. Uma boa relação entre professor, pais e alunos é fundamental para que as crianças se sintam à vontade na sala de aula.

Desafie seus alunos

Não subestime seus alunos e sempre mostre que eles podem mais. Tarefas simples não despertam vontade de aprender, então os desafie com tarefas mais difíceis, demonstrando que eles são capazes de solucionar. Além disso, crie aulas divertidas em que a criatividade seja estimulada, pois essas experiências no ambiente escolar são muito agradáveis. Procure introduzir atividades em grupo e jogos lúdicos que explorem conceitos matemáticos, geográficos e de linguagem. Você poderá ainda projetar murais com desenhos dos alunos sobre o que eles aprenderam na sala de aula. O mesmo pode ser feito com massinha de modelar ou outros recursos artísticos, para que eles possam exercitar constantemente sua criatividade e expressividade.

Utilize todo o espaço escolar

Variar o ambiente pode, literalmente, trazer novos ares para sua aula. Por isso, busque redimensionar a sala de aula, expandindo as fronteiras do aprendizado. Você poderá, inclusive, utilizar os diversos espaços da escola como ambientação para os temas abordados nas aulas. Por exemplo, atividades com contação de histórias ou cantigas de roda podem ser realizadas à sombra de uma árvore, no pátio da escola. As crianças vão adorar.

Explore a cultura popular em suas aulas

As cantigas de roda são excelentes recursos para enriquecer a bagagem cultural das crianças. E se você toca algum instrumento, poderá animar ainda mais a cantoria. Além disso, essas atividades estimulam a audição e a noção rítmica nos pequenos. Se você introduzir elementos do folclore, literatura de cordel e outras histórias em versos, terá grande interação por parte das crianças.

Por fim, sempre considere a possibilidade de uma mudança de planos em seu planejamento. Isso pode ocorrer por diversas razões, incluindo problemas técnicos com algum aparelho que seria utilizado na aula, como um arquivo que você precisava e não abriu no computador da sala.

Outro aspecto também a ser levado em conta é a eficácia da aula planejada com cada turma em especial (por isso o primeiro item é tão importante: “Conheça e estude seus alunos”). Quem dá aula sabe que algumas atividades que são realizadas com sucesso em algumas turmas podem se tornar um enorme fracasso em outras.

Por essas razões, é imprescindível ter uma carta na manga ou um plano B para contornar as possíveis eventualidades.

Gostou das dicas sobre como criar uma aula atrativa para seus alunos da educação infantil? Se achou todas ou algumas muito viáveis, compartilhe com os seus colegas.

Fontes:

blog.qmagico.com.br/educacao/veja-como-proporcionar-aos-alunos-prazer-e-motivacao-para-estudar

Como ensinar as crianças a terem amor e respeito pelos animais?

Ensinar as crianças a amarem e respeitarem os animais é também orientar sobre o amor e o respeito ao próximo. Oferecer aos pequenos a oportunidade de desenvolver as habilidades socioemocionais necessárias para um convívio fraterno em sociedade deve ser uma preocupação constante dos adultos.

A empatia é algo fundamental no desenvolvimento infantil, para que seja possível compreender os sentimentos dos outros e exemplos significativos precisam ser construídos.

Incentivar nas crianças o respeito aos animais pode impactar a maneira como vão encarar as questões ambientais e seu olhar sobre a própria saúde, por exemplo, reduzindo o consumo de carne e utilizando produtos orgânicos ou sustentáveis.

Será possível ensinar uma criança a amar e respeitar os animais? A Xalingo acredita que esse vínculo entre as crianças e os animais pode ser estimulado. A seguir, conheça algumas sugestões que separamos para você explorar em casa.

Apresente, em casa, um bom exemplo para os seus filhos

Desde cedo, a família deve ser o exemplo sobre as interações positivas com os animais que as crianças precisam. Sempre que encontrar um animal, trate-o com carinho e demonstre aos seus filhos que muitos gostam de ser acariciados com cuidado e afeto.

É importante também desestimular o seu filho a assistir conteúdos agressivos, como vaquejadas, touradas, rodeios e corridas de cavalos. Explique que alguns animais são utilizados para ajudar as pessoas, como é o caso da equoterapia, ou nos fornecem alimentos — queijos e ovos, por exemplo – mas que todos devem ser muito bem tratados.

Enfatize que não é permitido bater, puxar ou gritar. A gentileza com os bichos ajudará você a corrigir comportamentos agressivos também como os humanos, o que favorece o desenvolvimento da inteligência emocional das crianças.

Apresente os ambientes naturais dos animais

O respeito aos animais não deve se limitar aos domésticos, como gatos e cachorros. Por isso, uma ótima maneira de ensinar às crianças sobre os bichos e como respeitá-los é observando-os em seus ambientes naturais.

Você pode oferecer isso no seu quintal ou no parque mais próximo, procurando observar as diferentes espécies. Aproveite e conte aos seus filhos como o ambiente permite que os animais tenham uma vida feliz.

Para que eles vejam mais facilmente reproduções de certos habitats, visite aquários, zoológicos e fazendinhas. Assim, os pequenos vão entender melhor como os animais se comportam e as diferentes relações que cada espécie tem com os humanos, assim como a importância de sua existência para o planeta.

Apresente ONGs voltadas ao resgate e proteção de animais

ONGs e santuários que resgatam animais são uma excelente oportunidade de aprendizado para as crianças. Nesses locais, elas podem conhecer e se inspirar no trabalho de pessoas que respeitam e vivem para protegê-los. Além disso, terão a chance de aprender que os maus-tratos e o abandono prejudicam toda a sociedade, principalmente quando resultam em problemas de saúde pública. Essa apresentação permite que as crianças deixem de observar os animais de maneira objetificada, por exemplo, preferindo a adoção à compra de um animal de raça.

Além dessas dicas, você pode selecionar documentários que retratem a preservação da vida animal para evitar a extinção. É importante ressaltar que animais selvagens lutam por sua sobrevivência e, quando estão na natureza, precisam sair à caça para se alimentar. Essa noção evita que, ao presenciar cenas da vida selvagem, as crianças fiquem assustadas ou confusas ― já que isso faz parte do comportamento natural das espécies.

Como você pode observar, incentivar o amor e o respeito aos animais permite uma série de outros temas essenciais ao protagonismo infantil e adulto, como pensamento crítico em relação à preservação do meio ambiente, sustentabilidade, consumo consciente, saúde e valorização do afeto com o próximo.

Fontes:

https://escoladainteligencia.com.br/blog/respeito-aos-animais/

Atividades lúdicas relacionadas à educação ambiental

Mostrar às crianças o valor da conservação da natureza, através de atividades lúdicas que colaboram com a sensibilização e engajamento ambiental, é possível, bem fácil e urgente.

É muito importante oferecer a oportunidade de conexão da criança com a natureza e com a vida. Consciente disso, a Xalingo separou algumas dicas de atividades bem divertidas e valiosas. Confira a seguir:

1. Proponha plantio de árvores e hortas

Plantar árvores é uma ótima maneira de engajar os alunos no tema e ensiná-los a preservar o meio ambiente. Apresente o passo a passo, inclusive dos cuidados pós-plantio.

Com a volta do ensino presencial, você pode também propor para sua turma cuidar de uma horta durante o ano letivo, criada na própria escola. Aproveite para ensinar sobre os alimentos.

2. Sugira experimentos ecológicos

Principalmente no caso da educação infantil, nada melhor do que ensinar com exemplos e mãos na massa.

Para isso, organize tarefas significativas como simular a chuva ácida, mostrando como ela afeta as plantas. Aproveite para falar sobre a composição do solo.

A ideia é tornar as crianças capazes de enxergar questões importantes relacionadas à prevenção de mais danos ambientais que possam enfrentar no futuro.

3. Mostre como a reciclagem é divertida

Além de ensinar como é importante reciclar, mostre que a reciclagem possibilita a criação de novos objetos e materiais.

Inicie apresentando a importância de separar o lixo e como alguns produtos podem ser reaproveitados. Depois, planeje oficinas “faça você mesmo”, onde as crianças poderão transformar caixa de cereais, garrafas de plástico e potes de iogurte em divertidos instrumentos musicais, por exemplo.

Esses mesmos materiais também podem servir na montagem de brinquedos, cenários ou fantoches, que podem ser os personagens de uma história que cada criança desejará criar.

4. Ensine como proteger a Terra

Que tal transformar a separação do lixo em um jogo?

Ensine as crianças quais são os recipientes biodegradáveis e quais não são biodegradáveis.

Divida a turma em grupos e peça-lhes que guardem as embalagens do que consumirem no lanche/recreio. Cada grupo, quando voltar para a sala, deve separar essas embalagens conforme a classificação correta.

O grupo que acertar mais ganha o título de “Protetor da Terra!”. 

5. Apresente o ciclo da água

Não há como ensinar consciência ambiental sem citar a importância da água.

Inspire-se na comemoração do Dia da Água e mostre o ciclo da água e os componentes que ela carrega.

Com isso, as crianças poderão aprender também sobre a poluição e como é prejudicial à natureza o descarte errado do lixo, que afeta os mares, as baías e, consequentemente, todos os habitantes do planeta.

6. Incentive a redução da poluição

Há várias medidas para ajudar a diminuir a poluição. Mostre o que acontece com o ar, a água e o solo quando há o uso excessivo de poluentes na natureza.

Além disso, reforce algumas soluções, como o plantio de árvores, o cuidado com o descarte do lixo e a adoção de meios de transporte mais sustentáveis, como as bicicletas.

Agora que você conhece atividades práticas e lúdicas que ajudaram envolver as crianças na preocupação e cuidados com o meio ambiente, ofereça essa oportunidade aos seus alunos, criando grandes projetos anuais na escola em que trabalha. Essa iniciativa pode ser também uma excelente forma de aproximar as famílias da escola e da educação das crianças, contribuindo para uma comunidade mais responsável ambientalmente.

Fontes:

https://materiais.legadodasaguas.com.br/plantando-o-amanha?gclid=CjwKCAiAgvKQBhBbEiwAaPQw3GtUaysxEqBxy8iBHIUSq35wnBZBboetc_3MwY_8Ag1n5HH9Ulzt7RoCbBQQAvD_BwEhttps://blog.estantemagica.com.br/atividades-sobre-meio-ambiente/